Ouça a Rádio Comercial, faça o download da App.

O que mudou em Portugal após 5 décadas de Democracia?

8 mini-documentários que explicam Portugal depois do 25 de abril.

No âmbito da comemoração das 5 Décadas de Democracia, a Fundação tem levado a cabo, desde o início de 2023, um conjunto de iniciativas e programas sobre esta temática. É neste âmbito que surge a série “E depois da revolução?”, um conjunto de 8 mini-documentários, com duração de 15-20 min, sobre o que mudou em Portugal ao longo de 5 décadas de democracia. 

Pode ver tudo aqui!
 

PUB (0:)

3º Episódio - E depois da revolução: somos mais ou menos?

A população residente em Portugal é atualmente composta por cerca de 10 milhões de habitantes. Mas foi sempre assim? A população é uma entidade dinâmica que reflete diferentes movimentos de entrada (nascimentos e imigração) e saída (mortes e emigração). Nos últimos 50 anos, importantes acontecimentos históricos tiveram impacto na política e na economia portuguesa, mas também na sua estrutura social. Assistimos a importantes variações demográficas, desde o declínio da natalidade ao aumento da esperança de vida, da acentuada emigração na década de 1960 a uma forte imigração após a independência das colónias portuguesas, que foram alterando o tecido populacional e o número de residentes em Portugal.

Quantos somos? Onde vivemos? E qual a tendência para os próximos anos? O país tem hoje mais habitantes do que em 1974, apesar de ter perdido 200 mil residentes na última década e está também mais envelhecido e fortemente concentrado nas grandes cidades do litoral. Há mais mortes que nascimentos e os índices de fecundidade são bastante mais baixos. Tais fenómenos acarretam desafios e adaptações, expostos e dissecados neste episódio por alguns dos melhores especialistas no estudo da população.

PUB (0:)

2º Episódio - E depois da revolução: o que conquistaram as mulheres?

Não podiam votar em pé de igualdade. Não podiam sair do país sem autorização do marido. Não podiam ser magistradas nem diplomatas. Nem tão pouco enfermeiras se fossem casadas. Se a ditadura era limitativa para todos, para as mulheres, em particular, era um regime que as reduzia à condição de mães e donas de casa. O 25 de abril de 74 trouxe promessas de igualdade de género. As mulheres passaram a ser livres para fazer as suas escolhas e desafiaram as regras. Tornaram-se governantes, juízas, passaram a conduzir camiões e a trabalhar nas obras. Passaram a estar em maioria na universidade e a contar com direitos sexuais e reprodutivos que lhes deram o poder de decidir as suas vidas.

As mulheres continuam a ganhar menos do que os homens pelo mesmo trabalho, estão menos representadas no Parlamento e na administração de grandes empresas e também em profissões ligadas à ciência e à tecnologia. Trabalham mais horas, principalmente nas tarefas domésticas e de prestação de cuidados à família.

Através do testemunho de mulheres (e também de alguns homens) que lutaram pela promoção da igualdade de género, este documentário acompanha as maiores conquistas feitas no feminino ao longo das últimas cinco décadas, enquanto apresenta os desafios e as maiores urgências para alcançar a desejada igualdade.

PUB (0:)

1º Episódio - E depois da revolução: que democracia construímos?

Votar é muito mais do que marcar uma cruz num boletim. É uma decisão que molda o futuro e uma obrigação para com o passado. Um passado que restringia a liberdade de expressão, perseguia os críticos e impedia os cidadãos de escolher os seus representantes.

A democracia nasceu a 25 de abril de 1974, há 50 anos. Demorou décadas a amadurecer. É um processo inacabado. Mas as conquistas foram imensas: o fim da censura, os direitos civis e a entrada na União Europeia. A democracia consolidou-se, sabendo superar períodos de intensa crispação política, como o PREC, e manteve-se firme, mais recentemente, mesmo perante o aparecimento dos populismos.

Mas os desafios são muitos. A abstenção tem aumentado, há um desencanto provocado pelas suspeitas de corrupção na política e ainda indicadores que mostram pouca participação cívica. Estará a democracia em crise? E, caso esteja, o que pode ser feito para a melhorar?