2024 na música: as polémicas mais acesas que marcaram o ano

Reunimos as maiores polémicas que marcaram o mundo da música ao longo do ano.

A participação contestada de Israel na Eurovisão 

Em janeiro, cerca de mil artistas suecos assinaram uma carta aberta a exigir a expulsão de Israel da Eurovisão devido às ações militares israelitas na Faixa de Gaza. 

Na carta, que teve como destinatária a União Europeia de Radiodifusão, os artistas sublinharam que "permitir a participação de Israel era algo que minava não só o espírito de competição mas também a missão de serviço público". Os subscritores referiam ainda que a participação israelista "enviava o sinal de que os governos podiam cometer crimes de guerra sem que com isso sofressem consequências".  

A subscrição da missiva foi apenas um dos movimentos de contestação que marcaram a 68ª edição da competição que este ano teve lugar em Malmö, na Suécia. Seguiram-se outros episódios.  

Em fevereiro, foi Israel a ameaçar que saía da competição caso o cariz político da canção ‘October Rain’, interpretada pela cantora Eden Golan, fosse questionado, algo que poderia acontecer tendo em conta os critérios de seleção das canções e a intenção da organização em manter a política fora da Eurovisão.

O tema, que tinha referências ao ataque que o Hamas lançou contra Israel em outubro de 2023, acabou por ser alterado para que Israel pudesse permanecer na competição. Em março, a canção, que mudou de título para 'Hurricane', foi aprovada.  

A atribulada final da competição eurovisiva, que aconteceu a 11 de maio, terá sido, porventura, uma das mais polémicas na história do festival. Dentro e fora da arena houve vozes de protesto. Milhares de pessoas juntaram-se à porta da ampla sala de espetáculos para protestar contra a presença de Israel no concurso, algumas das quais foram inclusivamente detidas, como aconteceu com a ativista sueca Greta Thunberg.

Dentro da arena, houve tensão e troca de acusações. Na altura, a delegação portuguesa disse à RTP ter testemunhado episódios de assédio e perseguição por parte de membros da delegação israelita a elementos das delegações da Grécia, Suíça, Irlanda e Países Baixos. Segundo noticiou a estação pública na altura, Portugal terá sido um dos países a pedir uma reunião de emergência à União Europeia de Radiofusão devido ao clima intimidatório que se viveu nos corredores da arena sueca. 

Israel, por outro lado, denunciou aquilo a que chamou de “uma demonstração de ódio sem precedentes” contra a delegação israelita por parte de outras comitivas. Em comunicado, emitido pela IPBC/Kan (emissora pública de Israel), a delegação de Israel afirmou que “manteve uma digna e respeitosa relação com outros artistas e delegações, esforçando-se para promover a unidade em torno da música, ao contrário de outras delegações”.

Também no dia em que se disputou a final, a organização da Eurovisão decidiu desqualificar o concorrente dos Países Baixos, o cantor Joost Klein, após "uma tentativa de intimidação a um membro da equipa de produção do concurso". 

A tensão foi tanta que, num dos ensaios para a final, o representante da França fez um discurso de apelo à união pela música, com paz e amor. "Quando era pequeno, sonhava com a música, em ser cantor e sonhava em cantar a paz. Todos os artistas aqui querem cantar pelo amor e pela paz. Precisamos de estar unidos pela música, sim, mas temos de fazer isso com amor pela paz", disse Slimane, o cantor de 'Mon Amour'.


Thom Yorke irritou-se com um manifestante pró-Palestina durante um concerto na Austrália

No final de outubro, o músico dos Radiohead abandonou um concerto que estava a dar em Melbourne após ter sido confrontado por um manifestante pró-Palestina que verbalizou a indignação perante as ações militares do estado de Israel na Faixa de Gaza que já provocaram mais de 40 mil mortos.  

Ao ouvir a voz de protesto, o músico britânico desafiou o ativista e disse-lhe: "não fiques para aí como um cobarde. Vem cá para a frente falar. Queres mesmo estragar a noite a toda a gente?. Yorke abandonou o palco por alguns momentos, voltando logo depois ao posto de trabalho para cantar 'Karma Police'. 


Os vários membros dos Radiohead têm sido criticados por movimentos ativistas pró-Palestina depois de terem recusado os pedidos de boicote a Israel. Um dos elementos do grupo, Jonny Greenwood, está casado com Sharona Katan, uma artista israelita que tem defendido algumas campanhas militares de Israel no Médio Oriente.

A prisão de Sean "Diddy" Combs

A 16 de setembro, Sean 'Diddy’ Combs foi detido em Nova Iorque, nos Estados Unidos, pelos crimes de crime organizado, tráfico sexual e tráfico de seres humanos. O músico e produtor, que continua detido numa prisão federal de Brooklyn, declara-se inocente de todas as acusações. O julgamento está marcado para o dia 5 de maio

A acusação sustenta que o músico liderava um império de crimes sexuais, tendo, alegadamente, coagido e abusado de mulheres ao longo de vários anos. Ainda segundo o Ministério Público norte-americano, Sean Combs usaria a chantagem e atos de violência para coagir as vítimas. Os procuradores encarregues do caso alegam que o músico e produtor é “perigoso”, pelo que defendem que permaneça detido até ao julgamento. 

A acusação alega que o músico organizava festas de cariz sexual - as denominadas 'freak-offs' - que seriam filmadas para posterior chantagem com os participantes. O processo relata ainda que o uso de drogas nas festas em causa seria recorrente e que Diddy tinha estes encontros como “um projeto artístico pessoal”.    

Uma das vítimas citadas é Cassie, ex-namorada de Sean Combs, que terá sido coagida a ter relações sexuais com várias prostitutas, enquanto o rapper assistia. Na acusação, pode ler-se que 'Diddy' "encarava estes encontros forçados como o seu projeto artístico pessoal".

Em maio, a CNN divulgou um vídeo onde se pode ver Sean Combs a agredir a cantora Cassie Ventura (a namorada da época) no corredor de um hotel. A agressão remonta a 2016, mas quando o vídeo foi tornado público o rapper emitiu um comunicado para dizer publicamente que estava “arrependido”. 

Em novembro de 2023, Cassie Ventura processou o magnata da música com uma queixa que deu entrada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan, Nova Iorque. Além das acusações de agressão e de abuso sexual, físico e emocional, Ventura acusou Combs de a ter obrigado a praticar atos sexuais com prostitutos contratados, enquanto observava. Sean Combs e Cassie Ventura acabaram por chegar a um acordo, mas a investigação continuou e as acusações multiplicaram-se. 

Até ao momento, foram formalizados mais de 20 processos contra o rapper e empresário. Um dos processos envolve o alegado abuso sexual de Diddy a um rapaz que teria 16 anos na altura dos acontecimentos. O queixoso relata que o abuso aconteceu em 1998, durante uma festa que contava com a presença de uma série de "celebridades". O processo descreve que Diddy terá desafiado o jovem - deslumbrado por estar naquela festa - a ir para um local mais privado da casa, onde lhe terá ordenado para baixar as calças, como se fosse "um rito de iniciação" para entrar no mundo da música.   

São mais de 100 alegadas vítimas a querer processar Sean Combs. Há alegações de violação, intimidação e extorsão sexual. A equipa de defesa do produtor e empresário norte-americano nega todas as acusações. 

Denúncias de violação e assédio sexual no meio musical português 

No início do mês de novembro, a DJ Liliana Cunha (conhecida por Tágide) tornou pública uma queixa de violação que fez contra o pianista de jazz João Pedro Coelho, antigo professor da escola do Hot Clube de Portugal.

A acusação de violação e a consequente abertura de canais de denúncia (por e-mail ou na plataforma Telegram) abriu um rol de denúncias contra o músico mas também contra outras personalidades do meio artístico. De acordo com a notícia que o jornal "Público" noticiou a 12 de novembro, foram identificadas 79 queixas contra 18 pessoas que se movem sobretudo na área musical. Das 79 acusações, 50 são contra João Pedro Coelho. Entre as denúncias estão acusações de assédio sexual de menores, violação, ‘stalking’ (perseguição) e ‘stealthing’ (a não utilização de preservativo sem consentimento do/a parceiro/a). 

Numa publicação que fez na conta de Instagram, o pianista garantiu estar inocente. "Para reposição da verdade e reparação da ofensa ao meu bom nome, usarei os meios legais que estão ao meu alcance", escreveu o músico na altura. 

O regresso aceso dos Linkin Park  

Em setembro, os Linkin Park deram um concerto em Los Angeles, nos Estados Unidos, para assinalar o regresso com uma nova vocalista, a cantora Emily Armstrong, e um novo baterista, o músico Colin Brittain. 

A acompanhar as novidades no elenco, o grupo norte-americano anunciou um novo single ('The Emptiness Machine'), um novo álbum ("From Zero", editado a 15 de novembro) e uma digressão pelo mundo. Certamente que existem fãs que terão ficado entusiasmados com o novo ciclo de vida da banda, mas, por outro lado, muitos torceram o nariz à nova vocalista que agora assume o lugar de Chester Bennington (falecido em 2017). Além dos fãs que questionam a opção de Mike Shinoda em prosseguir desta forma com os Linkin Park, há críticas que vieram da família do antigo co-líder do grupo. 

Jaime Bennington, filho de Chester Bennington, escreveu nas redes sociais que Shinoda "apagou tranquilamente a vida e o legado" do pai “em tempo real”, queixando-se ainda de não ter sido avisado da reunião da banda. “Nem sequer me ofereceram um bilhete” para o espetáculo de regresso em Los Angeles, acrescentou. Jaime Bennington criticou também as ligações de Emily Armstrong à Igreja da Cientologia e ao ator Danny Masterson que está detido após várias acusações de violação.

Susan Eubanks, mãe de Chester Bennington, disse à Rolling Stone que se sentia "traída" uma vez que os Linkin Park prometeram notificá-la caso tomassem a decisão de regressar. "Não me avisaram. Provavelmente sabiam que não ia ficar muito contente", disse a mãe do músico.       

Os músicos que processaram Donald Trump pelo uso não autorizado de canções 

O ano de 2024 ficou marcado pelas eleições presidenciais norte-americanas. A 5 de novembro, o mundo soube que o republicano Donald Trump seria o próximo inquilino da Casa Branca após ter derrotado a democrata e atual vice-presidente Kamala Harris. 

Durante o período de campanha, houve vários músicos (ou representantes de artistas) que contestaram a utilização de canções na campanha do candidato republicano e antigo presidente dos Estados Unidos. 

Os representantes do património de Leonard Cohen contestaram o uso do tema ‘Hallelujah’, um original que Cohen editou em 1984. A contestação deveu-se à utilização da versão de Rufus Wainwright no final de um comício em Oaks, na Pensilvânia.  

Os suecos Abba também não ficaram contentes com o uso não autorizado das canções 'Money, Money, Money’, 'The Winner Takes It All' e 'Dancing Queen' na campanha republicana. A editora Universal teve de intervir para impedir que os temas fossem usados nos comícios de Donald Trump.

Os herdeiros de Sinéad O'Connor e a Chrysalis Records (a editora da cantora) reagiram da mesma forma perante o uso sem autorização de 'Nothing Compares 2 U', canção celebrizada pela artista irlandesa. Em comunicado, exigiram que Donald Trump deixasse de usar a canção em "atos políticos, comícios ou noutros momentos de campanha".   


Johnny Marr, ex-guitarrista e ex-compositor dos Smiths, também manifestou indignação por saber que 'Please, Please, Please Let Me Get What I Want', tema do grupo britânico, figurou na lista de opções musicais da campanha republicana. "Nunca me passaria pela cabeça que acontecesse algo deste género”, desabafou o músico na plataforma X quando soube da ultilização política do tema.  

Os norte-americanos The White Stripes, que terminaram em 2011, voltaram a público para contestar o uso de 'Seven Nation Army' (de 2003) num vídeo de campanha do partido que acabou por vencer as eleições. Jack e Meg White afirmaram em setembro que iam avançar com um processo contra Trump mas após as eleições anunciaram que iam desistir do processo. 

Uma "salada russa", uma "imperialzinha" e um “croquete”. A expulsão de Sónia Tavares do Rock In Rio Lisboa  

Em junho, Sónia Tavares usou as redes sociais para partilhar a indignação que sentiu por ter sido expulsa do festival Rock In Rio Lisboa, onde estava no papel de comentadora ao serviço da estação de televisão SIC. Tudo isto por causa de uma salada russa e de uma imperial.  

Após ter feito o “segundo direto” para a SIC, a cantora conta que estava a comer “salada russa” e a beber uma "imperialzinha” quando um membro do staff lhe disse que não podia beber fora da zona VIP. “Então vou fumar ali fora e, se não se importa, deixo aqui o copo", respondeu Sónia Tavares. A história não ficou por aqui. “Uma senhora da equipa brasileira veio logo dizer-me: ‘a senhora não pode beber’”, ao que eu imediatamente respondi: ‘não posso beber porquê?’, contou a vocalista dos Gift. "A senhora está com uma pulseira de serviço, não pode beber. O pessoal da SIC já foi avisado: não podem beber, nem comer", avisou o elemento da equipa do festival. 

Sónia Tavares contou ainda que quando se estava a maquilhar, a cinco minutos de "entrar num direto”, foi abordada por outro membro do staff que a levou “por um braço” para fora do recinto. “Levaram-me por um braço. Não é pelo facto de ser ou não conhecida. Somos todos iguais. Foi por me terem agarrado e por me terem expulsado", acrescentou a cantora de Alcobaça. 

Taylor Swift, do jato privado ao fotógrafo na Austrália 

A dona da bem-sucedida "Eras Tour" também esteve no centro de algumas polémicas que marcaram o ano. 

Em janeiro, a plataforma X bloqueou temporariamente a possibilidade de pesquisa pelo nome de Taylor Swift. A medida surgiu na sequência da partilha de imagens sexualizadas da cantora que foram criadas com recurso à inteligência artificial. A ação da plataforma, que foi temporária, surgiu por questões de "segurança". Quando se fazia a pesquisa pelo nome da norte-americana os utilizadores escabarravam com uma mensagem de erro. 

Também no início do ano, a Universal Music - uma das maiores editoras discográficas do mundo - avisou que ia retirar as suas composições da rede social TikTok devido a desacordos sobre um novo contrato com a empresa chinesa. No catálogo estavam incluídos temas de vários artistas como Taylor Swift, The Weeknd, Bad Bunny ou Rosalía. Na altura, a Universal acusou a empresa tecnológica de usar táticas de intimidação para a forçar a aceitar um contrato que seria "menos justo e menos valioso" do que o anterior. Além desta alegação, a Universal afirmou que a plataforma recusou tomar medidas suficientes para proteger os artistas "da proliferação" de conteúdos gerados por inteligência artificial e da violação de direitos de autor.

A empresa TikTok respondeu ao aviso e disse que achava "triste e dececionante que a Universal Music Group colocasse a ganância à frente dos interesses dos seus artistas”.

Só em abril é que o catálogo de Taylor Swift voltou a estar disponível na plataforma - um regresso que aconteceu antes de ter sido resolvida a disputa entre as duas empresas. Não se sabe exatamente o que aconteceu para que as canções de Swift voltassem a estar disponíveis, mas poderá ter sido o facto de a cantora ter controlo sobre os 'masters' das canções. Especulou-se na altura que Swift pudesse ter feito um acordo independente com a plataforma.  


No final de fevereiro, Scott Swift, pai de Taylor Swift, foi alvo de uma investigação em Sydney, na Austrália, depois de ter, alegadamente, agredido um fotógrafo que tentava captar imagens da cantora. 

Ben McDonald, o fotógrafo que fez as acusações, alegava que tinha sido agredido por Scott Swift quando captava imagens da cantora e da respetiva equipa à saída de um iate. A família Swift tinha, contudo, outra versão dos acontecimentos. Os representantes da cantora disseram que o incidente envolveu duas pessoas que estavam a tentar chegar a Swift de uma forma agressiva. No final de março, as autoridades deixaram cair as acusações.

Outra polémica que envolveu Taylor Swift esteve relacionada com a rota do jato privado que a cantora utiliza para se deslocar. O episódio remonta a 2023 mas só se tornou público em 2024.  

Em fevereiro, a imprensa divulgou que a equipa de advogados da norte-americana tinha enviado uma carta dissuasora a Jack Sweeney, um estudante norte-americano que costumava publicar a rota do jato de Swift na internet. Sweeney alegou que as informações que divulgou eram disponibilizadas pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos - argumento que, porém, não demoveu a ação da equipa legal da cantora e compositora. 

Os advogados de Swift defenderam na altura que a cantora teve de recorrer a todos os meios legais para impedir o comportamento de "assédio e perseguição" por parte do estudante. A carta referia que a artista norte-americana "vivia num estado constante de medo" por sentir que a divulgação desse tipo de informações poderia colocar em causa a sua segurança pessoal. 

Presidente das Filipinas criticado por ter ido ver um concerto dos Coldplay de helicóptero 

A polémica que envolveu Ferdinand Marcos Jr. remonta a janeiro de 2024. O presidente das Filipinas foi alvo de contestação por ter feito um pequeno trajeto de helicóptero para ir assistir a um concerto dos Coldplay na Philippine Arena, em Manila. 

Ferdinand Marcos Jr., que viajou com a primeira-dama Liza Araneta-Marcos, foi criticado pela extravagância na opção de transporte tendo em conta a curta distância da viagem entre a arena e a residência presidencial. A viagem de carro não duraria mais que 40 minutos. 

Certo é que durante o concerto Chris Martin comentou o trânsito caótico da capital filipina, agradecendo aos presentes pela paciência que tiveram para chegar ao recinto. Veja a reação de Ferdinand Marcos Jr. ao comentário do vocalista do grupo. 

Miley Cyrus processada por plágio 

Em setembro, Miley Cyrus foi processada pela empresa Tempo Music Investments pelo alegado plágio da sua canção premiada 'Flowers' (de 2023) ao tema de Bruno Mars, 'When I Was Your Man' (de 2013). O processo deu entrada num tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos. Miley Cyrus faz parte de uma lista de réus, onde constam os nomes dos co-autores de 'Flowers' (Gregory Hein e Michael Pollack) bem como a Sony Music Publishing, Apple, ou a Walmart, empresas envolvidas na comercialização do tema.

Madonna processada por fãs 

No início do ano, Madonna foi processada por um grupo de fãs devido a um atraso de duas horas nos três concertos da "Celebration Tour" no Barclays Center, em Brooklyn, nos Estados Unidos. Os queixosos acusaram a cantora de "publicidade enganosa" e de "deturpação negligente" por ter entrado em palco duas horas depois da hora que estava anunciada para o início do espetáculo. 

Os fãs descontentes alegaram que, devido ao atraso, saíram da sala de espetáculos perto da uma da manhã, o que dificultou o regresso a casa devido à pouca disponibilidade de transportes. Os queixosos referiam ainda que os atrasos provocaram transtorno nas suas vidas, uma vez que tinham de acordar cedo no dia seguinte para trabalhar ou para tomar conta da família. 

A rainha da pop e a promotora da digressão (a Live Nation) responderam ao processo em comunicado. "Os concertos no Barclays, em Brooklyn, começaram à hora planeada, excetuando o de 13 de dezembro que sofreu um atraso devido a um problema técnico durante o 'soundcheck'. Este atraso está bem documentado nas reportagens que foram feitas pela imprensa na altura. Vamo-nos defender neste caso vigorosamente", dizia a nota. 

Trabalho comunitário para Justin Timberlake e as detenções de Travis Scott

Em setembro, Justin Timberlake soube que teria de prestar serviço comunitário após ter sido detido nos Estados Unidos por estar a conduzir sob o efeito de álcool. 

Em junho, o rapper Travis Scott foi detido em Miami, Estados Unidos, acusado de "invasão de propriedade" e de conduta imprópria em "estado intoxicado". Em agosto, dias depois de ter dado três concertos na MEO Arena, em Lisboa, Scott foi detido em Paris, França, na sequência de uma alegada altercação com um segurança. O norte-americano acabou por ser libertado pouco tempo depois.
  
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