40% das empresas portuguesas não conhece Diretiva Europeia sobre Transparência Salarial
A conclusão é de um estudo da consultora Mercer, que contou com a participação de 120 empresas de vários setores.
Um ano depois da entrada em vigor da Diretiva Europeia sobre a Transparência Salarial, 40% das empresas portuguesas assume desconhecer a legislação e as implicações futuras da mesma. A conclusão é de um estudo divulgado esta quarta-feira pela Consultora Mercer, que contou com a participação de 120 empresas de vários setores.
No estudo é referido que "59% das organizações diz estar a trabalhar ativamente o tema da transparência salarial, mas 40% admite que ainda não conhece bem a diretiva e as implicações da mesma".
As organizações apontam como principais desafios o facto de "estarem ainda a perceber o que fazer em matéria de transparência salarial (43%), a criação de uma estrutura de classificação que permita a identificação de postos de trabalho comparáveis (41%) e o desenvolvimento de análises de equidade salarial (38%)".
A diretiva europeia entrou em vigor em junho de 2023 e terá de ser transposta para a legislação nacional até 2026. Em causa está um conjunto de normas relativas a transparência salarial: transparência salarial para os candidatos; transparência salarial e de progressão na carreira; direito dos colaboradores a solicitar informações e a obrigação de explicar as diferenças salariais entre géneros superiores a 5% e de tomar medidas em conformidade.
João Pacheco, consultor especialista na Mercer Portugal, sublinha que as empresas portuguesas caminham a várias velocidades, com muitas organizações (de dimensão nacional) ainda em processo de aprendizagem.
O consultor diz que é essencial que as empresas avancem com um plano para que a comunicação seja mais transparente. O primeiro passo é fazer um diagnóstico interno.
