A ajuda humanitária chegou a Soledar
Porta-voz do gabinete humanitário da ONU na Ucrânia relata a situação crítica na região ucraniana.
O primeiro comboio humanitário chegou esta sexta-feira perto de Soledar, no leste da Ucrânia. A região tem sido nos ultimos tempos o centro da guerra, que começou há quase 11 meses.
Os bombardeamentos não páram, mas as Nações Unidas conseguiram levar hoje bens essenciais para a população, a maioria idosos que não conseguiram ou quiseram sair da região de Soledar.
"Levámos água, comida, produtos de higiene, medicamentos para as comunidades que estão nas imediações da cidade" de Soledar, explica Saviano Abreu, porta-voz do gabinete de assuntos humanitários da ONU na Ucrânia.
Saviano Abreu diz que a situação em Soledar é "crítica" e, por isso, é urgente continuar a levar apoio humanitárias para as populações.
A invasão russa começou a 24 de fevereiro de 2022 e desde então são muitos os momentos de sofrimento, mas também de superação.
Saviano Abreu já viajou por muitos locais da Ucrânia durante o último ano. Destaca a retirada de civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol: "Não posso esquecer as evacuações de Mariupol (...) e as pessoas que estiveram mais de dois meses sem ver a luz do sol, sem saber se os familiares estavam vivos ou mortos".
Outro momento que marcou Saviano Abreu foi a fuga massiva de ucranianos no início da invasão russa, a 24 de fevereiro, com "os comboios lotados".
Apesar dos momentos duros, também há histórias de superação e de esperança: "Pessoas que estão a reinventar-se e a ajudar os vizinhos, amigos e parentes. Inclusive os refugiados que estão fora da ucrânia e fazem movimentos constantes para enviar ajuda para o país".
Solidariedade é ainda muito necessária na Ucrânia. Os bombardeamentos continuam, muitas pessoas continuam deslocadas e ainda não há um fim à vista para esta guerra.
Pode ouvir em baixo a entrevista com Saviano Abreu:
