Jornalistas da Visão angariam fundos esta quarta-feira num festival com música e conversas

O VISÃO FEST- Não fechem os olhos começa às 18h00, na Casa Capitão, em Lisboa.

Numa altura em que o processo de venda da revista Visão se pode arrastar por causa de uma decisão do Supremo Tribunal - que diz que o plano de insolvência da Trust in News (TiN) devia ter sido homologado na primeira instância - não é isso que desencoraja os 12 jornalistas da Visão. “Não nos demove nem nos faz mexer um milímetro em relação ao nosso plano de manter a revista nas bancas e comprá-la”, avança a jornalista Margarida Davim.

O objetivo é claro: garantir que a publicação fica nas mãos de quem a faz atualmente. O que não é certo é o que vai acontecer depois desta decisão. A jornalista explica que o plano de restruturação foi pensado para uma empresa que já não existe. “A TiN foi liquidada, não tem nenhum trabalhador, as 12 pessoas que fazem a Visão são trabalhadores da massa insolvente”, esclarece.

Enquanto não há certezas quanto ao futuro, os 12 jornalistas – já foram mais de 40 – continuam a juntar dinheiro para conseguirem comprar o título e ter margem financeira para o arranque de uma nova empresa. No início do ano foi lançada uma campanha de crowdfunding, que já arrecadou mais de 270 mil euros.

Esta quarta-feira, a conversa é outra. Aliás, são conversas e música: o VISÃO FEST – Não Fechem os Olhos. “É um festival que vai acontecer durante cinco horas na Casa Capitão, um momento de angariação de fundos, mas também de convívio e festa”, adianta Margarida Davim. Mazgani, Pedro Abrunhosa e Luca Argel são alguns dos artistas que vão atuar. Do cartaz constam ainda conversas com Lídia Jorge, Carolina Deslandes, Luísa Sobral e Capicua, moderadas por Margarida Davim, a quem pedimos um título para esta notícia. A jornalista começou logo por dizer que é “péssima a dar títulos”, mas não hesitou na resposta: “A luta continua e de olhos abertos”.

"É um festival com música e conversas"