Acidente no norte de Moçambique fez 11 mortos

A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte em Moçambique.

O acidente de viação ocorrido no domingo na província de Nampula, norte de Moçambique, fez 11 mortos, segundo um novo balanço das autoridades de saúde locais avançado à Lusa.

O diretor clínico do Hospital Distrital de Nacala-Porto, Augusto Maduco, adiantou que a unidade sanitária recebeu 15 vítimas do acidente registado na tarde de domingo na barragem de Nacala-à-Velha, das quais 10 deram entrada já sem vida e cinco feridas.

Dos cinco feridos inicialmente assistidos no Hospital Distrital de Nacala-Porto, um não resistiu à gravidade dos ferimentos e acabou por morrer, fazendo subir para 11 o balanço de vítimas mortais, disse Maduco. Dos restantes quatro pacientes, três tiveram alta hospitalar e um permanece internado para observação e tratamento.

O novo balanço atualiza os números anteriormente avançados à Lusa pelas autoridades de saúde, que apontavam para sete mortos.

Segundo informações preliminares do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (Inatro), o acidente resultou de uma colisão frontal entre um camião de mercadorias e um transporte semicoletivo de passageiros, na tarde de domingo, na Estrada Nacional 12 (N12), junto à ponte da barragem de Nacala-à-Velha.

Dados do Inatro apontam o excesso de velocidade e o cruzamento irregular por parte do condutor do veículo pesado como causas prováveis do acidente, encontrando-se o motorista em fuga e a ser procurado pela polícia.

«O camião articulado, que seguia no sentido Monapo-Nacala Porto, terá invadido a faixa de rodagem contrária numa zona onde a circulação se encontrava condicionada, acabando por embater frontalmente contra uma Toyota Hiace que circulava em sentido oposto», lê-se na nota divulgada anteriormente pelo Inatro.

A sinistralidade rodoviária continua a ser uma das principais causas de morte em Moçambique. Dados oficiais indicam que o país registou 611 acidentes de viação em 2025, que provocaram 830 mortos, levando o Governo a avançar com a revisão do Código da Estrada.

Em junho, o Governo moçambicano aprovou, em Conselho de Ministros, uma autorização para a revisão do Código da Estrada, que prevê a introdução da carta de condução por pontos e o recurso a câmaras de videovigilância para fiscalização rodoviária.

A revisão prevê ainda o reforço dos mecanismos de fiscalização e controlo das infrações rodoviárias e a harmonização das normas do Código da Estrada com a legislação penal nacional.