Administradores hospitalares defendem um "plano articulado e que funciona" perante um novo apagão

O Presidente da APAH explica como está a resposta dos hospitais um ano depois do apagão.

Um ano depois do apagão, que deixou o país várias horas às escuras, os administradores hospitalares defendem "um plano articulado" de resposta perante eventos semelhantes no futuro.

"Para nos prepararmos melhor para um próximo evento, importa fazer investimento certamente em geradores, em reservatórios de combustíveis, em infraestrutura, mas também garantir que temos um plano articulado e que funciona", sublinha Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH).

O responsável diz que os hospitais têm hoje uma melhor capacidade de reação, mas pode não ser suficiente se a duração de um novo apagão for mais longa do que a que ocorreu no dia 28 de abril de 2025.

"No ano passado, a interrupção foi cerca de oito, nove horas. Eu acho que temos que nos preparar para possibilidades de falha maiores, de doze horas, de vinte e quatro horas, de quarenta e oito horas. E, portanto, e se a falha for maior, se a duração for maior, naturalmente que teremos que ter outro tipo de respostas", adianta.

Nos hospitais, o dia do apagão, há precisamente um ano, "foi um dia muito difícil", porque "faltava um plano, faltava uma cadeia de comando clara, uma articulação entre os diferentes atores do sistema de proteção civil para garantir que o impacto era minimizado ou mitigado de alguma forma."

O Presidente da APAH recorda ainda "uma célebre reunião de crise, onde chegou-se a discutir a hipótese de o gerador da Maternidade Alfredo Costa ser abastecido com o combustível dos carros dos ministros. E, portanto, quando a discussão chegou a este ponto, eu acho que dá boa nota da falta de preparação que existia para um evento deste tipo".