Advogado de José Socrates renuncia à Operação Marquês por "razões deontológicas"

Pedro Delille recusa participar no que apelida de "simulacro de julgamento, num julgamento de brincar".

O advogado de José Sócrates, Pedro Delille, renunciou ao mandato de defensor do antigo primeiro-ministro no julgamento da Operação Marquês.

A informação foi confirmada aos jornalistas por fonte do Tribunal Central Criminal de Lisboa, que precisou que a renúncia deu entrada na manhã desta terça-feira.

Pedro Delille escreveu uma carta ao tribunal a informar desta sua decisão.

No documento, a que a CNN Portugal teve acesso, o advogado alega questões deontológicas e diz que não participa mais no que apelida "simulacro de julgamento, num julgamento de brincar".

Em causa, está o conflito entre o advogado e o coletivo de juízes, que se agravou na sessão da passada quinta-feira.

Resumo da carta enviada por Pedro Delille

Pedro Delile chegou atrasado, por presumir que a sessão começaria mais tarde, o que motivou uma troca de acusações com a juíza.

Perante a decisão de renúncia, o tribunal ordenou a nomeação de um advogado oficioso para assegurar a defesa do ex-governante.

O advogado oficioso já se encontra na sala de audiências, mantendo-se a sessão agendada para hoje, destinada à audição de testemunhas.