Água: Situação de alerta em Almada termina na segunda-feira

Os SMAS de Almada explicam que os níveis dos reservatórios têm-se mantido acima dos 70%

A situação de alerta municipal em Almada, decretada devido às falhas no abastecimento de água, não será prorrogada terminando na próxima segunda-feira, segundo os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).

Numa resposta enviada à agência Lusa, os SMAS de Almada explicam que os níveis dos reservatórios têm-se mantido acima dos 70%, o que permite aos serviços “encarar a atual situação com maior tranquilidade, mantendo, naturalmente, o acompanhamento regular dos níveis de armazenamento”.

Os níveis médios de armazenamento têm-se mantido acima dos 70%, o que para os SMAS e para a Câmara Municipal de Almada representa “alguma tranquilidade a nível da gestão da água”.

A última atualização oficial destes valores reporta a quinta-feira, dia em que as reservas de água em Almada estavam nos 77%, um valor que se refere à média da reserva total de água nos reservatórios em Brielas, Cassapo, Cristo-Rei, Feijó, Fonte Santa, Laranjeiro, Lazarim, Monte da Caparica, Murfacém, Pica Galo, Pragal, Trafaria e Raposo.

Desde o início de julho foram relatadas sucessivas falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a câmara municipal decretado situação de alerta a 08 de julho, que se mantém até final de agosto.

A situação levou à realização de manifestações de protesto por parte da população.

No início de agosto, os SMAS de Almada e a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal divulgaram dois comunicados distintos sobre a qualidade da água no concelho, indicando que é segura para consumo humano e que mantém a conformidade com os requisitos legais.

“Na sequência de informações que têm circulado sobre a qualidade da água no concelho de Almada, os SMAS esclarecem que a água fornecida pela rede pública de abastecimento continua própria para consumo humano, cumprindo integralmente os requisitos legais de qualidade”, referiam os serviços municipalizados em comunicado, adiantando que o controlo da qualidade da água é realizado de forma permanente.

Esta análise permanente, explicaram, é feita através “de um rigoroso programa de monitorização e controlo operacional, complementado pela vigilância sanitária assegurada pela autoridade de saúde, que integra, desde o primeiro momento, o Gabinete de Crise criado para acompanhar a situação do abastecimento de água no concelho”.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada adiantaram que, no âmbito da situação de alerta, reforçaram o número de colheitas e análises laboratoriais, bem como a monitorização dos níveis de cloro residual e o acompanhamento das novas origens de água integradas no sistema, em conformidade com as orientações da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).

“Os resultados obtidos confirmam, de forma consistente, que a água distribuída pela rede pública mantêm a conformidade com os parâmetros legais de qualidade para consumo humano, não tendo sido identificadas situações que representem risco para a saúde pública”, sustentaram.

Já a Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULSAS) indicou no seu comunicado que, paralelamente ao controlo operacional da qualidade da água realizado pelos SMAS, reforçou o plano de vigilância sanitária, com monitorização adicional em diversos locais das zonas de abastecimento, incluindo o acompanhamento das novas origens de água integradas no sistema.

A ULSAS adiantava que os resultados da monitorização efetuada demonstravam que “a água distribuída através da rede pública de abastecimento no concelho de Almada mantém a conformidade com os requisitos legais de qualidade para consumo humano, não tendo sido identificadas situações que representassem risco para a saúde pública, nomeadamente em termos de transmissão de microrganismos causadores de doença”.