AMP: projetos de 5,5 mil ME nas propostas do PTRR, incluindo alternativa à VCI
Pedro Duarte revelou que está em estudo uma via alternativa à VCI, que possa desviar o trânsito do centro da cidade.
Os concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP) incluíram 390 projetos de 5,5 mil milhões de euros nas suas propostas para o PTRR, incluindo um encabeçado pelo Porto para uma estrada alternativa à Via de Cintura Interna (VCI).
"Ligações alternativas, por exemplo, à VCI, é um dos exemplos que ali temos, e portanto são de facto ambiciosas e tentam projetar um modelo de cidade diferente, adaptado aos tempos que aí vêm", disse hoje aos jornalistas Pedro Duarte presidente da Câmara do Porto e da AMP, após uma reunião do Conselho Metropolitano do Porto (CmP) em que foram apresentados estes números a incluir no programa PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.
Instado pelos jornalistas a concretizar, Pedro Duarte disse tratar-se de um projeto com "visão metropolitana", dizendo que há "mais que uma solução" estudada para essa via alternativa, mas "neste caso concreto é uma via alternativa (...) que seja paralela à VCI (...) e que possa de alguma maneira desviar o trânsito do centro da cidade".
Pedro Duarte disse ainda não ter um custo quantificado para esta via alternativa.
"Nem há um projeto ainda, eu dei um primeiro esboço, ainda é muito cedo para irmos para aí, até porque a nossa ideia foi deixarmos isto de forma bastante aberta e termos soluções diferentes que possam ser equacionadas", argumentou.
O líder metropolitano disse ainda que a ideia é ser uma ligação "entre o sul e o norte, portanto é algo que teria que começar em Gaia, Gondomar, eventualmente Valongo e depois passar no Porto e Maia e afins, portanto teria que cobrir toda esta área".
Este projeto está incluído nos 1,7 mil milhões de euros e 144 projetos que o Porto incluiu nos seus pedidos para o PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, seguindo-se na AMP o concelho da Maia, com 35 projetos de 1,6 mil milhões de euros e Vila do Conde, com quatro projetos que totalizam 1,1 mil milhões de euros.
Na lista de 390 medidas da AMP segue-se Matosinhos, com 53 medidas de 461,4 milhões de euros, São João da Madeira (nove projetos e 187,5 milhões de euros), Oliveira de Azeméis (31 projetos de 166 milhões de euros), Valongo (23 projetos de 88,9 milhões de euros), Gondomar (26 projetos de 51,6 milhões de euros), Santa Maria da Feira (sete projetos de 30,3 milhões de euiros), Santo Tirso (11 projetos de 24,25 milhões de euros).
Abaixo dos 20 milhões de euros estão 15 projetos de Vila Nova de Gaia (16,5 milhões de euros), oito de Espinho (14,4 milhões de euros), seis de Arouca (11,8 milhões de euros), três de Paredes (7,74 milhões de euros), cinco da Trofa (6,90 milhões de euros) e dez da Póvoa de Varzim (5,79 milhões de euros).
O PTRR será apresentado na terça-feira pelo Governo.
A AMP está ainda com uma execução geral de 78% do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que tem de estar concluído até 31 de agosto, e com 177 candidaturas aprovadas, contratadas ou em execução ao programa de fundos europeus Norte 2030 à data de quarta-feira, mais 37 do que o valor de 19 de fevereiro (140).
"Nós tínhamos mais de 400 candidaturas que estavam pendentes, e hoje em dia temos 33 e vamos até ao fim de maio, vamos resolver todas", disse Pedro Duarte sobre o Norte 203, manifestando-se também confiante de que até 31 de julho terá 100% do PRR executado.
