Ana Catarina Mendes diz que "milagre" da economia deu "muito trabalho"

Ministra abriu esta manhã o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2024.

A ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares citou hoje o antigo primeiro-ministro social-democrata Passos Coelho para enaltecer o "milagre" da economia resultante de "muito trabalho" dos executivos socialistas, pedindo aos partidos que "não se escondam na retórica" no debate orçamental.

No arranque da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024), Ana Catarina Mendes, que se faz acompanhar na bancada do Governo socialista por secretários de Estado de diferentes áreas governativas, considerou que este debate não é apenas sobre o orçamento, "mas sobre a rede de segurança que o Estado deve proporcionar à vida dos cidadãos".

A socialista citou o antigo líder e primeiro-ministro do PSD Pedro Passos Coelho porque a política se faz "com memória", uma referência que mereceu a reação dos deputados no hemiciclo.

"Pedro Passos Coelho dizia a 01 de março de 2016 se pudéssemos todos sem dinheiro devolver salários, pensões e impostos e, no fim, as contas batessem todas certas, isso seria fantástico. Para poder para cumprir as metas ou há milagres ou há consequências", disse.

Na opinião de Ana Catarina Mendes, o "milagre" em Portugal "decorre de muito trabalho" que foi feito de forma consistente pelos governos do seu partido, recordando uma entrevista recente ao Jornal de Negócios do prémio Nobel da Economia Paul Krugman, que defendeu que o que aconteceu na economia nacional é uma espécie de milagre.

Depois de elencar os aumentos dos salários, das pensões e das prestações sociais que o OE2024 trará a partir de 01 de janeiro, a ministra deixou um apelo aos restantes partidos: "que não se escondam na retórica política".

"Ao longo deste mês foram incapazes de criticar de forma severa este orçamento", disse ainda.