Falta de professores: "Ano letivo começa com uma nuvem bastante cinzenta"
Presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas destaca que a falta de professores, apesar de estar sinalizada, é um mau indício.
Esta quinta-feira, 12 de setembro, a escola pública volta às aulas.
O presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, alerta para um ano letivo que começa "com uma nuvem bastante cinzenta" pela escassez de professores. A associação fala em cento e sessenta e nove escolas que começam o ano com carência de professores, o que "não é nenhuma pandemia, porque a situação está muito localizada" sobretudo na Grande Lisboa, no Alentejo e no Algarve.
Com mais de mais de dois mil horários por ocupar o governo abriu esta terça-feira o concurso para não docentes, algo que está a "tornar-se regular". O Presidente da Associação Nacional de Directores alerta que não é uma solução a longo prazo porque é um problema "que existe há muitos anos" e continua com a mesma "solução de emergência".
Filinto Lima considera que a recuperação dos anos de serviço é um primeiro passo para atrair mais profissionais para ingressar ou retornar ao setor. Um "acordo histórico" que trouxe "paz e estabilidade das escolas públicas" e faz com que não sejam previstas "greves nem ações de luta dos professores durante este ano letivo". No entanto, o presidente alerta que "é preciso arrepiar caminho" e valorizar a carreira docente porque "durante muitos anos os professores não foram devidamente acarinhados". Já quanto ao subsídio para professores deslocados aprovado pelo governo em Conselho de Ministros na passada quarta-feira, Filinto Lima afirma que podem colocar "professores contra professores" ao não abrangerem todos os docentes nestas condições.
