Anónimos de Abril partilham 'Mariana', single de estreia
O projeto, composto por Rogério Charraz, José Fialho Gouveia e Joana Alegre, presta homenagem "a figuras anónimas que, apesar de fundamentais na luta pela Liberdade, não passaram dos rodapés da História".
O projeto Anónimos de Abril partilhou hoje (21 de fevereiro) o tema 'Mariana' - o single de avanço do álbum de estreia (homónimo) do trio que junta Rogério Charraz, José Fialho Gouveia e Joana Alegre.
Os Anónimos de Abril chegam para homenagear "a coragem e resiliência de figuras anónimas que, apesar de fundamentais na luta pela Liberdade, não passaram dos rodapés da História", como se lê no comunicado de imprensa.
O álbum, composto por oito canções, é "inspirado em histórias reais de pessoas que enfrentaram a ditadura e contribuíram para a construção da Liberdade em Portugal". O tema de avanço já está disponível em todas as plataformas digitais.
"'Mariana' é inspirado na história real de Branca Carvalho. Retrata a vida de uma jovem de 19 anos que, em 1973, foi forçada a viver na clandestinidade sob uma identidade falsa e a deixar para trás a família e tudo o que conhecia", conta a nota de imprensa.
Apesar das adversidades, incluindo assédio sexual por parte do companheiro, escolhido pelo Partido Comunista para fingirem ser um casal, e até uma arma apontada à cabeça, Branca nunca cedeu. A sua luta pela Liberdade só terminou quatro dias após a Revolução dos Cravos, a 29 de abril de 1974, quando finalmente regressou a casa. O reencontro com o irmão, que inicialmente não a reconheceu, simboliza o preço da resistência e a transformação que a luta impôs à sua vida", acrescenta a nota.
"Foi o primeiro tema que fizemos para este projeto. Foi no momento em que mostrámos a primeira maquete ao Miguel Carvalho, jornalista e sobrinho da Branca, que percebi o peso da responsabilidade do que estávamos a fazer", diz Rogério Charraz também em comunicado.
"Foi uma canção muito delicada de escrever. A Branca está viva e a sua história tem detalhes muito íntimos. Ela só soube que era uma das homenageadas quando assistiu ao espetáculo de estreia no Tivoli, em Lisboa. Foi um alívio saber que se emocionou e que gostou do tema", sublinhou José Fialho Gouveia.
Além das canções, o projeto chega com um livro, editado pela Zigurate, "que aprofunda as experiências vividas por cada anónimo, dando-lhes ainda mais contexto".
