António José Seguro chora morte de amigo e afirma que "Portugal, em dor, canta as suas canções"
O Presidente da República lamentou hoje a morte do cantor Luís Represas, afirmando estar, em Cabo Verde, a chorar a morte de um amigo e um dos maiores artistas do país.
O Presidente da República, António José Seguro, lamentou hoje a morte do cantor Luís Represas, afirmando estar, em Cabo Verde, a chorar a morte de um amigo e um dos maiores artistas do país.
"Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções", lê-se numa longa nota de pesar publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta", mas "pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo".
"Em nome de Portugal, curvo-me perante a sua memória com gratidão. E abraço, com profunda solidariedade, a sua família, os seus amigos, os seus companheiros dos Trovante e todos aqueles que hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa", acrescenta.
No fim desta mensagem, o chefe de Estado refere: "Hoje perdi um amigo. Choro, em Cabo Verde, a sua partida. Recordo a noite fantástica do Coliseu, no passado dia 21 de março. Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís... Talvez um dia te encontre...".
Luís Represas, que integrava os Trovante, morreu hoje aos 69 anos. O cantor comemorava em 2026 os 50 anos de carreira.
António José Seguro recorda-o como "uma voz que soube transformar a nostalgia em esperança, a simplicidade em beleza e a música num lugar onde Portugal tantas vezes se reconheceu" e que deixa "canções capazes de vencer o tempo", que "pertencem à eternidade".
"A partida do Luís Represas não encontrará silêncio. Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu. Partiu o homem. Ficou a voz", afirma.
"Enquanto houver quem cante as suas canções, Luís Represas continuará a regressar. Não como lembrança distante, mas como presença viva, nessa forma discreta e luminosa que só a verdadeira arte conhece", acrescenta o Presidente da República.
