Apagão no Mad Cool obriga Gracie Abrams a improvisar
Festival madrileno é patrocinado por uma companhia elétrica, a Iberdrola.
O primeiro dia do festival Mad Cool, na área metropolitana de Madrid, foi marcado por um apagão elétrico que afetou os concertos de Gracie Abrams e de Iggy Pop e que durou cerca de 25 minutos. Gracie Abrams estava a já a meio do concerto, a cantar ‘Mess It Up’, quando se dá a quebra elétrica. A cantora continuou a cantar à capela com o público, apesar de ter ficado sem tudo o resto: monitores, acompanhamento da banda, amplificação e ecrãs. O momento acústico continuou nas músicas sequintes, 'In Between', 'us.' e 'That’s So True', com Gracie Abrams a pegar na guitarra acústica e a cantar com os fãs das filas da frente, embora o restante público não conseguisse ouvir o que a artista norte-americana estava a interpretar. A cantora chegou a descer ao fosso dos fotógrafos, com a guitarra acústica, percorrendo os corredores a cantar.
O concerto no outro palco do Mad Cool, sob o encargo de Iggy Pop, não escapou à falha geral de energia no recinto do festival. A atuação teve dois falsos arranques e só à terceira é que o espetáculo “pegou”. O rocker de 78 anos não se atrapalhou com a situação do apagão, segundo relatam as testemunhas. Após um adiamento de mais de 20 minutos, o concerto acabou por ocorrer, com normalidade, com uma série de clássicos de Iggy Pop a solo e dos Stooges (a banda onde primeiro se destacou). ‘Gimme Danger’, ‘The Passenger’, ‘Lust for Life’ ou ‘I Wanna Be Your Dog’ foram alguns dos temas que o cantor de tronco nu vocalizou.
A falha de energia deveu-se às temperaturas altas em Madrid que terão levado ao sobreaquecimento dos geradores, num festival que tem, curiosamente, como um dos principais patrocinadores a companhia elétrica Iberdrola.
Ultrapassado o apagão, o festival continuou com normalidade. O concerto dos cabeças-de-cartaz desse dia, os Muse, aconteceu tal como o esperado, sem nenhum sobressalto. O concerto no NOS Alive do trio inglês teve como um dos momentos mais tocantes a homenagem ao futebolista falecido Diogo Jota. O baixista Chris Wolstenholme vestiu a camisola nº21 da seleção de Portugal que Diogo Jota envergava. A reportagem deste concerto pode ser lida na Notícia Relacionada em baixo.
