"O ministro da Administração Interna é um excelente ministro e Portugal precisa dele"

Primeiro-ministro diz que a oposição "não fala das políticas da Administração Interna" porque Luís Neves tem feito um bom trabalho.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, reiterou esta segunda-feira a sua confiança política no ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerando-o um excelente governante e afirmando que "Portugal precisa dele".

No debate da moção de censura apresentada pelo Chega ao Governo PSD/CDS-PP, Luís Montenegro afirmou que Luís Neves, figura na qual se concentram as críticas do partido liderado por André Ventura, à semelhança dos restantes governantes, conta com a sua "confiança total e plena".

O chefe do executivo argumentou que o ex-diretor nacional da Polícia Judiciária tem feito "um trabalho extraordinário" com "aptidão, competência e capacidade", destacando áreas como a prevenção dos fogos florestais, o controlo de fronteiras nos aeroportos ou o combate à criminalidade.

"O ministro da Administração Interna é um excelente ministro e Portugal precisa dele", defendeu, em resposta a pedidos de esclarecimento dos deputados.

Montenegro argumentou que é pelo desempenho positivo do ministro que a oposição "não fala das políticas da Administração Interna", acrescentando que "está no Governo quem o primeiro-ministro escolhe".

O chefe do executivo admitiu que a oposição pode não concordar com a sua escolha, mas afirmou que isso "é a democracia", rejeitando que a sua filosofia seja demitir ministros por "qualquer coisa".

"Claro que não concordam com a minha visão, é legítimo. Nós, há um ano atrás, fomos a eleições e os portugueses fizeram as suas opções. E daqui a três anos vamos outra vez e eu lá estarei para que os portugueses ajuízem por si para podermos ver o que é que é, o que é que significa a invocação daquilo que os portugueses pensam", antecipou.

Quanto a questões de natureza ética, Luís Montenegro disse conviver "muito bem" com os seus padrões éticos.

"Até vou dizer mais: preocupo-me com as condições em que hoje todos nós as exercemos e até me preocupo com as condições em que aqueles que virão a seguir a nós o possam fazer também, a bem da preservação da democracia e da sua eficácia para resolver os problemas dos cidadãos", sustentou.

Montenegro reconheceu que os governantes têm a obrigação de "esclarecer aquilo que envolve o exercício" das suas funções e "deveres de transparência", afirmando que "ninguém é infalível".

"Mas, senhores deputados, nós tanto estamos em condições, todos nós nesta bancada, para exercer as nossas funções, que embora os senhores deputados ignorem, os resultados são muito bons, apesar de não eliminarem as dificuldades", acrescentou.