Arcade Fire e Bad Bunny nos lançamentos da semana
Novos discos também de Sharon Van Etten, Belle and Sebastian e Waterboys, entre outros.
Esta sexta-feira de lançamentos é marcada indiscutivelmente pelo novo disco dos Arcade Fire, "WE", que chega hoje aos escaparates físicos e digitais. Com canções a borbulhar debaixo da tampa da panela de pressão durante a pandemia, chegou agora o dia. Os temas são multidirecionais e até mesmo épicos, com eletrónica envolvida e vários convidados de peso, como o caso do histórico Peter Gabriel, no tema 'Unconditional II (Race and Religion)', ou Father John Misty, Geoff Barrow (dos Portishead) e o apoio de um velho conhecido nos arranjos de cordas: Owen Pallett. Nigel Godrich assina a produção. Nos dias 22 e 23 de setembro, as novas canções vão poder ser ouvidas ao vivo no Campo Pequeno, em Lisboa.
O cantor latino Bad Bunny põe cá fora "Un Verano Sin Ti", um álbum com um recheio numeroso de 23 faixas e muito ritmo. O compatriota porto-riquenho Jhay Cortez ou os Bomba Estéreo são alguns dos participantes.
A norte-americana Sharon Van Etten não tem parado. Depois de um single e uma digressão a meias com Angel Olsen, Van Etten não esperou muito para lançar hoje o seu sexto álbum, "We've Been Going About This All Wrong". É uma obra de densidade emocional, vibrada pela força dos sintetizadores, como se fosse uma sequela do álbum anterior, "Remind Me Tomorrow". O presente e futuro do indie continuam a passar por Sharon Van Etten.
Já lá vão mais de 25 anos nestas andanças e os Belle and Sebastian continuam a dar-nos música nova. "A Bit of Previous" é o álbum mais recente do numeroso coletivo escocês, com canções apopalhadas e avivadas de humor, a tentarem evitar o desgaste e a perda da magia.
"Happiness Not Included" é o primeiro álbum em 20 anos dos Soft Cell e sai nesta sexta-feira. Marc Almond e David Ball alimentam a reencarnação desta histórica dupla de synth-pop, com novas canções, mais de 40 anos depois do marco que foi o disco "Non-Stop Erotic Cabaret", onde se ouviam canções como 'Tainted Love' e 'Say Hello, Wave Goodbye'.
Os folk-rockers Waterboys editam hoje "All Souls Hill", o seu 15º álbum. O vocalista Mike Scott muda um pouco os padrões que costumávamos reconhecer nas suas canções, e não poupa nas palavras contra o antigo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a que chama 'The Liar'.
As Ibeyi, isto é, as irmãs gémeas franco-cubanas Naomi e Lisa-Kaindé Diaz continuam fortes nas harmonias vocais no seu novo álbum, "Spell 31". A sua estética que mistura a cultura musical yoruba, a eletrónica e a soul está longe de se esgotar, depois dos promissores dois primeiros álbuns, "Ibeyi" e "Ash".
A orgânica física que unia as quatro instrumentistas das Warpaint como um só corpo está cada vez mais substituída pelas eletrónicas, como comprova o quarto e novo álbum "Radiate Like This". Continua a ser música melancólica para dançar, mas a energia coletiva de antigamente parece mais sumida.
Depois de um segundo álbum cujo o efeito foi neutralizado pela pandemia, os Rolling Blackouts Coastal Fever desconfinam o seu terceiro longo de estúdio, "Endless Rooms". A casa do bosque que ilumina a capa foi onde o quinteto australiano se reuniu presencialmente para desenvolver e gravar este álbum. Não há um segundo em branco onde não se sinta a boa química de banda.
Saem também hoje os novos álbuns de Emeli Sandé, "Let's Say for Instance", da malograda cantora folk Karen Dalton, "Shuckin' Sugar" (um conjunto de inéditos agora vindo a público), dos Simple Plan, "Harder Than It Looks", e ainda os EPs de Anna Calvi, "Tommy", e do português Filipe Karlsson, "Mãos Atadas".
