Aretha Franklin foi monitorizada pelo FBI
Relatórios do FBI detetaram também ameaças de homícidio contra a cantora.
Um dossíê de 270 páginas, agora tornado público, revela que a cantora Aretha Franklin esteve sob o radar do FBI [a polícia de segurança interna dos Estados Unidos], por causa da sua ligação próxima com o ativista de direito humanos Martin Luther King e também pelo facto de ter sido alvo de três ameaças de morte contra si.
O envolvimento de Aretha Franklin num espetáculo de tributo a Martin Luther King mereceu olhar redobrado do FBI, devido a uma possível "ignição de distúrbios raciais".
Só em 1973 o FBI cessa a vigilância em torno da proclamada rainha da soul, por concluir não haver provas de uma ligação da cantora ao movimento terrorista de "Black Power", Black Liberation Army, depois de ter sido monitorizada antes em eventos documentados pela polícia como sendo de "infiltração comunista".
As movimentações de Aretha Franklin foram acompanhadas pelo FBI ao longo de 12 estados federados dos Estados Unidos.
Aretha Franklin mereceu em 2021 um filme biográfico, "Respect", onde a cantora é interpretada por Jennifer Hudson e em que o ativismo da artista é evidentemente abordado.
