Arrancam alegações finais sobre fraudes após fogos em Pedrógão

Em causa, alegadas fraudes na reconstrução das casas que arderam no incêndio de junho de 2017.

As alegações finais no processo de alegadas fraudes na reconstrução das casas que arderam no incêndio de junho de 2017 em Pedrógão Grande, que tem entre os arguidos o antigo presidente da câmara Valdemar Alves, arrancam hoje.

Valdemar Alves e o ex-vereador Bruno Gomes estão pronunciados por 20 crimes de prevaricação de titular de cargo político, 20 crimes de falsificação de documento e 20 crimes de burla qualificada, os que constavam do despacho de acusação.

O processo conta com um total de 28 arguidos.

O incêndio provocou 66 mortos e 253 feridos, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.

Num outro processo também relacionado com este fogo, Valdemar Alves está acusado de 11 crimes, sete de homicídio por negligência e quatro de ofensa à integridade física por negligência.

São ainda arguidos, entre outros, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut, então responsável pelas operações de socorro, dois funcionários da antiga EDP Distribuição (atual E-REDES) e três da Ascendi (que tem a subconcessão rodoviária Pinhal Interior), e os ex-presidentes da Câmara de Castanheira de Pera e de Figueiró dos Vinhos, Fernando Lopes e Jorge Abreu, respetivamente.