'As It Was' fecha o novo espetáculo de Harry Styles

Arrancou neste fim-de-semana, em Amesterdão, a digressão de residências ao vivo "Together, Together".

Harry Styles está de volta aos palcos, com um espetáculo pouco itinerante – apenas sete cidades no roteiro planetário – mas longo na extensão – apenas termina a 13 de dezembro. É uma digressão de residências ao vivo; só em Amesterdão, onde começou a sua turné, Harry Styles dá dez concertos, ainda para mais num recinto de grande dimensão como o Estádio Johan Cruyff, onde costuma jogar o gigante clube de futebol neerlandês Ajax.

No seu concerto inicial, Harry Styles atuou diante de 60 mil pessoas – ou de 60 mil harries (como são conhecidos os fãs do cantor). A imprensa em reportagem notou que se tratava de uma audiência mais internacional que local. A apoiar o cantor inglês, está uma banda permanente de 11 elementos (que em determinados momentos aumenta), equilibrado entre homens e mulheres, com um trio vocal no coro, dois bateristas, um trompetista e um saxofonista.

Harry Styles dá evidente destaque às músicas do seu último álbum, "Kiss All the Time. Disco, Occasionally", interpretando ao vivo dez das 12 músicas do disco. O ex-membro dos One Direction pica ainda em trechos de três clássicos, 'Born Slippy' dos Underworld (infiltrado no tema 'Taste Back') e os nova-iorquinos 'This Must Be the Place' dos Talking Heads e 'You Can Call Me Al' de Paul Simon (ambos envolvidos na canção 'Treat People With Kindness').

O alinhamento do novo espetáculo de Harry Styles, “Together, Together”, é este:

Ato I
Are You Listening Yet?
Golden
Adore You
Watermelon Sugar
Music for a Sushi Restaurant
Taste Back
Coming Up Roses
Fine Line
Ato II
Italian Girls
American Girls
Happy Birthday to You
Keep Driving
Ready, Steady, Go!
Dance No More
Treat People With Kindness
Pop
Season 2 Weight Loss
Carla's Song
Aperture
Encore:
Matilda
Sign of the Times
As It Was


O concerto de Harry Styles divide opiniões junto da imprensa escrita. Na reportagem do jornal neerlandês De Telegraaf, o título é este: “Harry Styles toca os seus maiores êxitos numa Johan Cruijff Arena cheia, mas a meio do concerto já está a desejar um Paracetamol”. Para o jornalista Jasper van Vugt do jornal Trouw, “Harry Styles ainda precisa de aquecer para a sua impressionante digressão mundial”. O escriba neerlandês sentiu nervosismo no cantor, típico das atuações de arranque de digressões, mas também fez reparos a aspetos técnicos. “O som medíocre causa problemas a Styles. Mexe frequentemente nos seus auscultadores intra-auriculares e, mesmo durante o encore, um ruído desagradável ainda é audível”. Mas também lhe faz alguns elogios: “a emoção é um dos poucos truques do programa; o foco principal está na energia e na performance de Styles, sem qualquer artificialismo. Quem se questiona pela razão de Styles ser tão popular tem a resposta nesta noite. Há canções pop leves e cativantes, repletas de influências dos anos setenta, fáceis de ouvir e que ficamos a cantarolar depois de as ouvir apenas duas vezes. E sim, Styles é um homem bonito, abençoado com um físico escultural”.

O famoso crítico do jornal The Guardian, Alexis Petridis, é dos que se rende ao novo espetáculo de Styles, onde também referencia a sua personalidade empática: “além da sua notória beleza, é um artista genuinamente carismático. Num mundo onde as estrelas pop são encorajadas a não correr riscos, há algo de atraente em estar na presença de uma estrela pop que está disposta a ir além dos limites”. Para Jem Aswad, da Variety, “as músicas do novo álbum ganham muito mais impacto ao vivo. Isto deve-se, em grande parte, à versatilidade da sua banda, que chega a ter cerca de 18 músicos em determinados momentos do concerto. Mas, claro, o principal mérito é sobretudo dele”.