Às Vezes o Amor: música ao vivo e muito amor em 16 cidades do país
Cartaz com Bonga, Lena D'Água, Bárbara Tinoco, Aurea, Carlão, Diogo Piçarra, Fernando Daniel, GNR, Herman José, Jorge Palma, Luísa Sobral, Resistência e The Black Mamba.
É a 8ª edição do festival dedicado ao Dia dos Namorados que, nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro, estende-se a 16 cidades do país. Aveiro, Braga, Caldas da Rainha, Castelo Branco, Coimbra, Lagos, Lagoa, Leiria, Lisboa, Ourém, Porto, Santarém, Setúbal, Tomar, Torres Novas e Vila do Conde acolhem mais do que duas mãos cheias de artistas, de diferentes géneros musicais, para a celebração da data mais romântica do ano.
Bonga, Lena D'Água, Bárbara Tinoco, Aurea, Carlão, Diogo Piçarra, Fernando Daniel, GNR, Herman José, Jorge Palma, Luísa Sobral, Resistência e The Black Mamba são os "convocados" para a programação deste ano que conta com uma série de estreias.
Nesta 8ª edição, o festival que celebra o amor estreia-se em Lagos com o concerto "Solo" de Mafalda Veiga e em Tomar com os históricos GNR. Os veteranos Bonga e Lena D'Água fazem a estreia no evento com espetáculos no dia 12 de fevereiro no Teatro Aveirense, na cidade de Aveiro, e a 13 de fevereiro no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, respetivamente. Bárbara Tinoco apresenta-se no festival, pela primeira vez a solo, no Auditório Municipal Carlos do Carmo em Lagoa, com três espetáculos nos dias 12 (sessão dupla) e a 13 de fevereiro.
Luís Pardelha, da promotora Produtores Associados, diz-nos quais são os destaques da edição 2022:
No dia 12 de fevereiro, a dupla y.azz x b-mywingz atua na primeira parte do concerto dos The Black Mamba no Coliseu do Porto Ageas. A 14 de fevereiro é a vez d'O GAJO subir ao palco do Coliseu dos Recreios para a primeira parte do concerto de Resistência.
O festival de inverno, que ironicamente tem aquecido salas e corações em vários pontos do país desde 2015, continua a crescer no mapa a olhos vistos. Cresceu o festival e cresceu a equipa. Atualmente, e naquela que é a 8ª edição, a equipa de produção é composta por cerca de uma centena de pessoas. Como nos disse Luís Pardelha, a logística é exigente, mas a máquina está bem oleada.
"Há uma palavra para caracterizar a logística de um festival como este: é uma 'loucura'. Estamos a falar de 16 cidades. É a grande diferença entre o 'Montepio Às Vezes o Amor' e a esmagadora maioria dos festivais que acontecem num só local ou, pelo menos, na mesma cidade. Aqui estamos a falar de 16 cidades e de concertos que acontecem em simultâneo ao longo dos três dias. A preparação e a pré-produção do festival é bastante intensa. Precisamos que assim seja para que corra tudo bem. É muito importante".
Quase uma década depois e com uma pandemia pelo meio, Luís Pardelha sublinha a importância da experiência na organização de um evento como este. "A experiência de oito anos deu-nos mais sapiência e mais calma para fazermos as coisas. Fomos aprendendo com os erros. Começámos com 8 cidades e 8 artistas e agora já vamos em 16 cidades, 16 artistas e 20 concertos. Estamos com o dobro", acrescentou o promotor.
"Nunca parámos durante a pandemia. Em 2020, escapámos quase por milagre. O primeiro confinamento começou 15 dias depois do fim do festival. No segundo ano, em 2021, tivemos de alterar as datas para abril e maio mas conseguimos realizá-lo. Este ano, continuam a existir dificuldades, não digo que não. Sobretudo porque tem sido difícil passar uma mensagem de confiança nas várias áreas de consumo, não só na cultura e nos espetáculos. A verdade é que se por um lado ainda sentimos retração por parte do público, por outro há concertos que estão esgotados. Apesar de tudo, há uma recuperação de confiança.
Por estes dias sentimos um quase regresso à normalidade, ainda com algumas restrições nas nossas vidas e na rotina das salas de espetáculo. Luís Pardelha, que também faz parte da Associação Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), sublinha que a retoma da confiança depende de todos - promotores, artistas, trabalhadores da área, público e até dos órgãos de comunicação social. "Quem foi a espetáculos nos últimos dois anos e quem regressar agora às salas vai sentir que é seguro, no entanto, com tudo o que aconteceu, a quebra da confiança é algo inevitável. Acho que a retoma dessa confiança depende de todos nós. Depende dos promotores, dos artistas, de quem trabalha na área, do público e também dos órgãos de comunicação social. A pandemia é real e está a acontecer, mas temos de seguir em frente e retomar a nossa normalidade ou parte da nossa normalidade. Essa normalidade passa por ir a espetáculos de teatro, a exposições, a concertos ou a festivais".
Numa altura em que vários países europeus anunciaram o fim das restrições de combate à Covid-19 e quando se especula sobre o final das medidas restritivas em Portugal, Luís Pardelha confessa que está "moderadamente otimista". "As coisas têm o seu tempo e demoram o seu tempo. O comportamento do público reflete-se nisso. É uma questão sociológica. As pessoas, quando deixam de ter hábitos, demoram algum tempo a retomá-los. É inevitável. Mas estou confiante porque sentimos que o público tem 'sede' de voltar a ter oferta cultural, de voltar a ter espetáculos, eventos de sala, de rua ou festivais de verão. A cultura, o entretenimento e a diversão fazem parte da natureza humana".
O festival Montepio Às Vezes o Amor começa amanhã e decorre até dia 14 de fevereiro. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais.
Cartaz completo:
12 de Fevereiro - AUREA - Fórum Luísa Todi, Setúbal
12 e 13 de Fevereiro - BÁRBARA TINOCO - Auditório Municipal Carlos do Carmo, Lagoa
12 de Fevereiro - BONGA - Teatro Aveirense, Aveiro
12 de Fevereiro - DIOGO PIÇARRA - Teatro Virgínia, Torres Novas
12 de Fevereiro - FERNANDO DANIEL - Teatro Municipal, Vila do Conde
12 de Fevereiro - GNR - Cine-Teatro Paraíso, Tomar
12 de Fevereiro - JORGE PALMA - Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco
12 de Fevereiro - LUÍSA SOBRAL - Teatro Sá da Bandeira, Santarém
12 de Fevereiro - THE BLACK MAMBA - Coliseu Porto Ageas, Porto - 1ª parte: y.azz x b-mywingz
13 de Fevereiro - CARLÃO - CCC, Centro Cultural e Congressos, Caldas da Rainha
13 de Fevereiro - DIOGO PIÇARRA - Altice Fórum Braga, Braga
13 de Fevereiro - LENA D'ÁGUA - Teatro Tivoli BBVA, Lisboa
13 de Fevereiro - HERMAN JOSÉ - Teatro Municipal de Ourém, Ourém
13 de Fevereiro - THE BLACK MAMBA - Teatro José Lúcio da Silva, Leiria
14 de Fevereiro - CARLÃO - Convento São Francisco, Coimbra
14 de Fevereiro - MAFALDA VEIGA - Centro Cultural de Lagos, Lagos
14 de Fevereiro - RESISTÊNCIA - Coliseu dos Recreios, Lisboa - 1ª parte: O GAJO
