Aulas do secundário podem começar mais tarde
O adiamento está relacionado com o facto da correção digital dos exames nacionais.
O ministro da Educação admitiu hoje que os alunos do ensino secundário poderão começar o próximo ano letivo uma semana mais tarde, garantindo que o calendário dos restantes alunos se irá manter inalterado.
Na sequência dos problemas com a correção digital dos exames nacionais do ensino secundário, que levaram a criar uma época especial em setembro para os alunos prejudicados, os diretores escolares pediram um adiamento do início do ano letivo.
Em declarações aos jornalistas, Fernando Alexandre, disse hoje que “não faz sentido alterar o início do ano letivo” dos alunos do ensino básico (do 1.º ao 9.º anos), mas reconheceu que poderá haver mudanças no caso dos estudantes mais velhos, até para os professores poderem chegar com mais energia às escolas.
Sobre a possibilidade de adiar uma semana o arranque do ensino secundário, Fernando Alexandre lembrou que tal mudança “não prejudica as famílias, uma vez que se trata de jovens com a sua autonomia”.
Além disso, acrescentou, começar uma semana mais tarde “é recuperável”.
Ministro quer pagar em agosto trabalho dos professores classificadores
O ministro da Educação disse esta terça-feira que quer pagar já em agosto aos professores envolvidos no processo de classificação digital dos exames nacionais. Em declarações aos jornalistas, Fernando Alexandre disse esperar que os pagamentos sejam feitos já em agosto, recuperando-se assim a “tradição de se pagar para corrigir os exames”. Segundo tinha revelado na segunda-feira, os professores vão receber um euro por cada resposta classificada, 12 euros por cada prova reapreciada e 10 euros pelas provas em suporte físico, ou seja, as de Geometria Descritiva e Desenho A. No caso das reclamações, que são apresentadas quando os alunos não concordem com o resultado da reapreciação, o valor a pagar será de 18 euros por cada prova classificada.
