Aumenta para 48 número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos da Venezuela

Há ainda 83 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos ou incontactáveis.

 O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 48, segundo um novo balanço divulgado esta noite pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

O MNE avança também que estão desaparecidos ou incontactáveis 83 portugueses ou lusodescendentes.

De acordo com os dados mais recentes do MNE, entre os 48 mortos, 41 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.

O anterior balanço, divulgado cerca das 17:00, referia 41 portugueses e lusodescendentes, incluindo seis crianças, entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela na quarta-feira.

Os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos na Venezuela será instalada na localidade de Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.