Aumentou o tempo de espera das cirurgias

No entanto, 22 000 utentes foram inscritos na lista de espera e operados no próprio dia.

O tempo médio de espera para uma cirurgia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não era tão demorado desde 2011: mais de três meses. 

Os dados constam do relatório de Acesso aos Cuidados de Saúde 2016, analisado hoje pelo Jornal de Notícias. 

No final do ano, mais de 210 000 utentes aguardavam por uma intervenção cirúrgica. 

Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, defende que é preciso mais investimento no setor hospitalar. Sugere ainda um reforço de anestesistas no SNS. 
 

 

O relatório revela ainda que, apesar de longas as listas de espera, em 2016 houve 22 000 doentes que foram inscritos e operados no mesmo dia. Alexandre Lourenço diz que os números são pouco significativos, e que podem ser justificados com situações de escoamento de doentes e maximização de tempo livre no bloco operatório. 

 

 

 

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Mestre da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), diz que os tempos de resposta no ano passado se mantiveram "à volta dos 3 meses, como acontecia habitualmente". 

A ACSS recorda ainda que "em 2016 se registou o número mais elevado de entradas em lista de inscritos para cirurgia desde que foi constituído o Sistema de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), o que evidencia o aumento da procura dos hospitais do SNS para a realização de atividade cirúrgica".

Em 2016 foram realizadas 568 000 cirurgias, o número mais elevado desde que existe o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos em Cirurgia.