Autarca de Lisboa ordena abertura de inquérito interno ao caso das luzes de Natal

O secretário-geral, Alberto Laplaine Guimarães, está entre os quatro detidos da operação Lúmen.

O presidente da Câmara de Lisboa ordenou a "abertura de im inquérito" interno no âmbito da Operação Lúmen, que resultou em buscas na secretaria-geral da Câmara de Lisboa, e na detenção do secretário-geral Alberto Laplaine Guimarães.

“Determino, (…), a abertura de inquérito à Secretaria-Geral do Município, incidente sobre os procedimentos que levaram à celebração do Protocolo de Colaboração para as iluminações de Natal da cidade de Lisboa com a União de Associações do Comércio e Serviços (UACSS)”.Comércio e Serviços (UACSS)”, lê-se no despacho da autarquia, a que a SIC teve acesso.

A autarquia, liderada por Carlos Moedas, assegura ainda no documento que "prestou já, e continuará a prestar, toda a colaboração que lhe for solicitada pelas autoridades judiciais e policiais" mas, lê-se, "pese embora o processo de inquérito que está a decorrer no junto do DIAP".

Alberto Laplaine Guimarães, histórico militante do CDS e responsável pela organização de eventos, é suspeito de ter beneficiado a maior empresa de luzes de natal do país. De acordo com o jornal Expresso, apesar dos contratos serem feitos em Lisboa através da União de Associações do Comércio e Serviços, o dinheiro saía dos cofres da autarquia.

A PJ deteve, na terça-feira, quatro pessoas suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas. Dez municípios, incluindo Lisboa, foram alvo de buscas.