Automação e IA colocam em risco quase um terço dos empregos em Portugal
Quase 30% das profissões não devem sofrer nem beneficiar com a automação e em princípio também não serão destruídas.
Mais de 30 por cento dos empregos em Portugal estão protegidos dos efeitos da Inteligência Artificial e da possível automação, mas cerca de um terço dos trabalhos corre o risco de ser substituído por máquinas. A conclusão é de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, apresentado hoje.
O estudo indica que quase 30% das profissões estão no chamado terreno dos humanos, ou seja: não devem sofrer nem beneficiar com a automação e em princípio também não serão destruídas. Já a segunda maior fatia do trabalho nacional é um grupo de risco, as chamadas profissões em colapso! Casos de empregados de mesa ou operadores de equipamento, que podem ser substituídos por máquinas.
O estudo indica que quase 13% dos empregos estão ainda na chamada encruzilhada: pode beneficiar da inteligência artificial mas corre o risco de substituição! Por fim, 22,5 por cento são as profissões em ascensão e devem crescer com a IA, estando protegidas.
Os autores do estudo sugerem incentivos para as empresas adotarem novas tecnologias ao mesmo tempo que formem ou promovem a mobilidade dos trabalhadores.


