Autoridades avaliam danos após "fenómeno climático extremo" em Albergaria e deixam alerta

A freguesia de Branca foi a mais afetada pela chuva forte, granizo e vento. A Proteção Civil pede à população que não suba aos telhados.

Um "fenómeno climático extremo" causou, na noite de sábado, danos materiais significativos na freguesia de Branca, em Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, onde é pedido à população para não subir aos telhados.

Já hoje de manhã foi possível visualizar mais danos, como "chaminés derrubadas, plantações de milho totalmente destruídas e muitos veículos", disse à Lusa João Oliveira, responsável da Proteção Civil de Albergaria-a-Velha (distrito de Aveiro).

"O que nós estamos a pedir à população também é, visto que o evento não teve vítimas, que não suba aos telhados", porque "às vezes a curiosidade para verificar se está tudo lá, é o que mata".

Assim, foi disponibilizada à população, através da Junta de Freguesia, "uma equipa com um drone para verificar tudo o que é de telhados e nível superior das habitações", explicou.


Em causa esteve "muita massa de água caída num período curto de tempo, e associada a essa chuva teve muito vento e granizo", em que "as bolas chegavam a ter entre dois a três centímetros", adiantou o responsável da Proteção Civil de Albergaria.

"Juntando estes três fatores, tivemos muitos prejuízos em termos de telhados - levantou-se telha de cerâmica e telha de chapa - viaturas que estavam no exterior e mesmo viaturas que estavam debaixo de telha também foram atingidas", contou à Lusa o responsável.

A "primeira preocupação na chegada ao terreno foi "foi tentar perceber se havia feridos ou se havia pessoas desalojadas", o que não se confirmou, procedendo-se depois à "limpeza de vias, devido à sujidade que se acumulou e as bolas grandes que se acumularam nas sarjetas", bem como "a verificação de estradas principais e secundárias"

"Ao fazer esta verificação, reparámos em muitas árvores caídas", o que levou ao corte de algumas "para que as pessoas pudessem sair ou entrar dentro de casa em segurança".


Danos em Oliveira de Azeméis


Também o responsável pela Proteção Civil de Oliveira de Azeméis, Alberto Godinho, relatou uma "situação extrema" vivida em Pinheiro da Bemposta e Palmaz, falando numa "dispersão de ocorrências" que também incluiu queda de árvores além de "duas habitações com danos em telhados, não muito significativos".

"Houve uma ou outra situação em que houve também danos como consequência das quedas de árvores: danos nas linhas de instalação elétrica e de telecomunicações", contou à Lusa.

O responsável relatou ainda uma situação em que num edifício com cobertura em chapa, "as chapas vieram para a via pública", além de já ter sido feita a "limpeza da via com detritos".