Autoridades brasileiras querem saber se Flávio Bolsonaro fugiu do país

Imprensa argentina avança que o candidato a Presidente do Brasil rumou da Argentina para os Estados Unidos.

Resumo IA

• A Polícia Federal brasileira contactou a Argentina sobre o risco de fuga de Flávio Bolsonaro.

• O senador terá saído do Brasil sem registo de entrada na Argentina e não entregou os passaportes no prazo estipulado.

• O prazo para entrega dos passaportes expirou às 11:00 e a Polícia Federal cancelou os documentos de Flávio Bolsonaro.

Resumo feito por IA e revisto pela redação da Rádio Comercial

A Polícia Federal brasileira contactou esta terça-feira as autoridades da Argentina devido ao risco de fuga do senador e candidato presidencial derrotado Flávio Bolsonaro (PL), disseram à Lusa fontes oficiais.

Flávio Bolsonaro terá supostamente deixado o Brasil na noite de segunda-feira rumo à Argentina para seguir viagem aos Estados Unidos, num voo privado, noticiou o portal de notícias argentino Infobae. Mas, em comunicado, a autoridade nacional de migração da Argentina afirmou não ter registado a entrada de Flávio Bolsonaro no país.

Irmão do parlamentar, Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos e está foragido da Justiça brasileira, ironizou sobre o paradeiro de Flávio: "É o Elon Musk que está mandando um foguete. Óbvio que é mentira. Isso é a esquerda querendo justificar a ação contra ele", declarou Eduardo ao portal brasileiro UOL.

O filho mais velho do ex-Presidente Jair Bolsonaro não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira, indicaram, por sua vez, as autoridades brasileiras.

Flávio Bolsonaro permanece incomunicável, enquanto assessores e aliados evitam falar com a imprensa ou esclarecer sobre o paradeiro do senador do Partido Liberal, que mora em Brasília.

O caso ocorre um dia após ter sido intimado pela Policia Federal, por ordem do juiz brasileiro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, além da proibição de deixar o Brasil.

A decisão de Moraes consta do processo em que Flávio e o seu amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados no STF por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

O prazo para entrega dos passaportes expirou às 11:00 (15:00 de Lisboa), o que levou a Polícia Federal a cancelar os documentos do parlamentar, inclusive o passaporte diplomático.