Autoridades descartam existência de sobreviventes de acidente aéreo em Washington DC

Líder da força de bombeiros local adiantou que foram recuperados 27 corpos do avião que transportava 64 pessoas e um do helicóptero que transportava três militares.

As autoridades norte-americanas descartaram esta quinta-feira, em conferência de imprensa, a existência de sobreviventes do acidente entre um helicóptero militar e um avião com 64 pessoas a bordo e recuperaram até ao momento 28 corpos.

"Estamos a mudar de uma operação de resgate para uma de recuperação, nesta altura não acreditamos que haja sobreviventes do acidente e recuperámos 27 corpos do avião e um do helicóptero", anunciou John Donnelly, chefe do Corpo de Bombeiros de Washington DC.

O mesmo responsável explicou que, depois de serem notificados de uma emergência no Rio Potomac, os operacionais que chegaram ao local "rapidamente se aperceberam" da real dimensão do sucedido e foram empenhados 300 membros dos meios de emergência.

Na mesma conferência de imprensa, o Secretário dos Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, garantiu que a última noite na cidade teve "condições limpas" e que tanto o helicóptero como o avião estão a percorrer rotas "normais".

"O helicóptero estava a percorrer um padrão normal, quem vive em DC vê os helicópteros a subir e descer o rio, esta rota de voo é vista várias vezes", explicou, "e o voo da American Airlines a preparar-se para aterrar estava também a percorrer uma rota normal".

"Não é incomum haver aeronaves militares a voar no rio e aviões civis a aterrar no aeroporto", garantiu.

A fuselagem do avião, detalhou depois, foi encontrada "virada ao contrário, em três secções diferentes e em água acima do nível da cintura".

Vai ser "recuperada ao longo do dia e analisada", sublinhou Duffy, que prometeu "segurança para todos os que voam nos EUA".

A autarca de DC, Muriel Bowser, também esteve presente nesta conferência de imprensa e adiantou que entre as vítimas há várias famílias "da região, do Kansas e de vários pontos do país".

Um avião da companhia American Airlines que transportava 60 passageiros e quatro tripulantes colidiu na noite desta quarta-feira com um helicóptero do exército durante a aterragem no aeroporto Ronald Reagan, perto de Washington, dando início a uma grande operação de busca e salvamento no Rio Potomac, onde caíram as aeronaves.

Três soldados estavam a bordo do helicóptero, disse um oficial do Exército.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) declarou que o acidente ocorreu por volta das 21h00 de quarta-feira, no horário local (02h00 de quinta-feira em Lisboa).

O avião regional proveniente de Wichita, no estado do Kansas, colidiu com um helicóptero militar, que realizava um voo de treino, durante a aproximação à pista do aeroporto, em Washington.

Um grupo de patinadores artísticos, os seus treinadores e familiares viajavam no avião da American Airlines, de acordo com a Federação de Patinagem Artística dos Estados Unidos (U.S. Figure Skating), acrescentando que o grupo estava a regressar de um evento em Wichita, no Kansas.

Não são conhecidas ainda as causas da colisão, mas todas as descolagens e aterragens do aeroporto foram interrompidas enquanto as equipas de mergulho inspecionam o local e os helicópteros das agências de segurança e resgate sobrevoavam o local em busca de corpos.

O acidente ocorreu num dos espaços aéreos mais controlados e monitorizados do mundo, a pouco mais de cinco quilómetros a sul da Casa Branca e do Congresso norte-americano.

"Deus os abençoe", disse, inicialmente, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, num comunicado, dizendo que tinha sido "totalmente informado do terrível acidente".

Mais tarde, na sua rede social Truth Social, o Presidente disse que a colisão "devia ter sido evitada".