Bad Bunny no Super Bowl: sim, "a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor"

O porto-riquenho foi o grande vencedor do Super Bowl. Veja aqui o histórico intervalo da competição.

Peça da jornalista Mariana Serrano:

Bad Bunny no Super Bowl

Créditos: Carlos Avila Gonzalez/San Francisco Chronicle via Associated Press 


Bad Bunny fez história no intervalo do famoso Super Bowl neste domingo (8 de fevereiro) no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, nos Estados Unidos. Os Seattle Seahawks sagraram-se campeões de futebol americano (NFL) pela segunda vez, batendo os New England Patriots por 29-13, mas o que está a correr mundo é mesmo o espetáculo que o porto-riquenho montou no estádio.

Para começar, o músico foi o primeiro artista latino a fazer um espetáculo praticamente todo em espanhol – dado histórico que acontece numa altura em que elementos da agência de imigração ICE tem conduzido rusgas violentas nos Estados Unidos, provocando ondas de indignação no país.   


Ao longo de 13 minutos, o porto-riquenho fez um statement de amor, inclusão e de celebração orgulhosa das raízes porto-riquenhas e não só.  "Juntos somos a América", dizia, por exemplo, a bola oval que Bad Bunny atirou para o chão no final do espetáculo. Foi uma espécie de um glorioso "drop the mic" logo depois de ter dito o nome dos todos os países que compõem a América.

Bad Bunny fê-lo rodeado por todas as bandeiras do continente americano, num ambiente de festa típico do efervescente e ritmado sangue latino. No final, num dos lados do estádio, vimos um cartaz gigante com a frase: "a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor" – mensagem que fechou a ode colorida à união que o cantor quis transmitir ao mundo.   

A dada altura do espetáculo - uma surpresa. Durante alguns minutos, Lady Gaga assumiu o protagonismo da atuação com uma versão salpicada de salsa de 'Die With a Smile' (hit que partilha com Bruno Mars).  

Além da atuação ao lado de Lady Gaga, na festa de cor e ritmo de Bad Bunny esteve Jessica Alba, Cardi B, a colombiana Karol G, o ator Pedro Pascal (natural do Chile) e, claro, o porto-riquenho Ricky Martin. 

O momento mais terno foi quando Bad Bunny – que recentemente conquistou o Grammy de álbum do Ano com o disco “Debí Tirar Más Fotos” - entregou a estatueta a uma criança - talvez para reforçar que chegar a esse patamar é (ou deveria ser) possível a todos, independentemente das origens. Ou talvez para refletir um sonho de criança que concretizou. 


 


Ainda durante o intervalo da competição houve um casamento, que, segundo a publicação "Variety", foi real.


Na conferência de imprensa de antecipação à atuação no Super Bowl, Bad Bunny já tinha dito o seguinte: "quero levar para o palco muito da minha cultura. Vai ser divertido e vai ser uma festa". E foi. Uma festa carregada de simbologia em prol da união, do amor, da inclusão e diversidade cultural". 



 

Alinhamento:

'Titi´ Me Pregunto´'
'Yo Perreo Sola'
'Safaera'
'Party'
'Voy a Llevarte Pa’ PR'
'EoO'
'Monaco'
'Die with a Smile” com Lady Gaga (Salsa Version)
'BAILE INoLVIDABLE'
'NUEVAYoL'
'LO QUE LE PASO´ A HAWAii' com Ricky Martin
'El Apago´n'
'CAFe´ CON RON'
'DeBI´ TiRAR Ma´S FOToS'