Bárbara Tinoco: "ouvia a música da Mari [Froes] com o bebé ao colo"
Cantoras portuguesa e brasileira juntam-se em palco no Porto.
Bárbara Tinoco já tem a companhia de Mari Froes em Portugal, a poucos dias dos concertos da cantora portuguesa na Super Bock Arena, no Porto, a 6 e 7 de março. A par de Papillon, Mari Froes é uma das convidadas dos espetáculos finais da digressão de Bárbara Tinoco na Invicta.
As duas cantoras estiveram presentes nesta manhã, na Rádio Comercial, em que interpretaram o tema que as une, de dezembro do ano passado, ‘Tem Lá uma Tristeza’, com o auxílio de um sexteto de cordas.
Bárbara Tinoco e Mari Froes também falaram com a equipa de redação para uma breve entrevista, cujo ponto fulcral era evidentemente a nova canção ‘Tem Lá uma Tristeza’. “Eu acho que foi a colaboração mais rápida que fiz na vida. Eu ouvi muitas coisas da Mari. Quando a minha filha nasceu, tudo aquilo que eu ouvia no pós-parto eram as músicas da Mari, que estava em loop na minha casa. Portanto, quando nós fomos para o estúdio, parecia que eu já a conhecia um bocadinho”, afirma Bárbara Tinoco.
Também Mari Froes já estava a par da música de Bárbara Tinoco: “tinha achado [a sua música] muito legal. Nesses tempos que vim para Portugal, a gente se conheceu e as coisas foram naturalmente acontecendo até chegar a esse ponto, com essa música assim, que está lindíssima”. O cruzamento de sotaques foi um dos elementos que atraiu Mari Froes na canção. “Eu amo! Inclusive eu estava falando com a Bárbara, que para mim essa é a graça da música, é ter essa diferença do sotaque, do jeito de falar algumas frases, essa mistura. Eu acho que tudo se agrega”.
Para Bárbara Tinoco, a canção de colaboração com Mari Froes abre um novo ciclo criativo e a visão para um futuro álbum. “Acho que encontrei uma nova Bárbara nesta canção, na verdade. E acho que quando nos juntamos com pessoas que são diferentes de nós e que pensam a música de uma forma nova, de uma perspetiva nova, de um ângulo que nós ainda não tínhamos visto, isso acrescenta-nos algo enquanto compositores e enquanto intérpretes. E eu acho que cresci enquanto compositora com esta canção. Fico mesmo contente de ter a pessoa que me fez companhia numa das fases mais vulneráveis e felizes da minha vida. Eu chegava à cozinha para fazer o pequeno-almoço com o bebé ao colo e punha a [a tocar a música da] Mari”.
