Bárbara Tinoco sobre as canções de "Bichinho", o novo disco
É o nome do segundo disco da cantora e compositora. O novo álbum já está disponível nas lojas e nas plataformas digitais.
"Bichinho" é o novo disco de Bárbara Tinoco e a partir de hoje, 21 de abril, pode ser escutado de uma ponta à outra. Entre as dez canções que compõem o álbum, a cantora e compositora destaca algumas. Pode saber quais no vídeo acima.
Mas há mais para saber sobre este "Bichinho":
Porquê o nome "Bichinho"?
O álbum começa com canções de desamor e depois segue para a fase em que me voltei a apaixonar. Há ainda outras canções que são sobre mim mas que não têm a ver com amor. Senti que a palavra 'bichinho' liga bem o universo do desamor e da tristeza com o meu lado mais romântico, utópico, hiperbólico, exagerado e intenso. Quando me separei do meu ex-namorado adotei três gatos mas, na verdade, queria adotar quatro. Vejo isso como um sinal de controlo. Acho que mostra alguma evolução emocional da minha parte. (risos) E quando comecei a namorar com o Feodor [Bivol] tratava-o por bichinho, que é como trato os meus gatos. A palavra 'bichinho' acabou por ficar a alcunha dele. Escrevi a canção para ele.
A ideia de 'bichinho' também pode ser o movimento que te devolveu ao amor…
Sim. Acaba por ser o fim e o início.
E a produção do disco, como é que correu? Sei que teve quatro produtores...
Sim, teve quatro produtores. E devo dizer que tenho muita sorte por ter trabalhado com as pessoas com que trabalhei. São pessoas muito talentosas. Primeiro, tenho de falar do João André, que foi também quem produziu o meu primeiro disco. Foi ele quem me ensinou tudo o que sei sobre produção, sobre o processo de fazer música. Foi também o João que me ensinou a confiar no meu instinto. Além do contributo dele, este álbum também tem a produção do [Rui Pedro] Pity, que é o meu diretor musical. Embora ele tenha começado a produzir há pouco tempo, adoro os arranjos que fez para os meus concertos.
Quem também aparece nos créditos da produção é o Charlie Beats, que costuma estar mais ligado ao hip-hop. Como já era fã do trabalho dele, fiquei muito contente quando ele teve a iniciativa de me mandar uma mensagem com um beat para ver se eu gostava. Fiquei muito entusiasmada. Pensava que o Charlie Beats nem sabia que eu existia ou que não tinha autorização da malta do hip-hop para reconhecer que eu existia. (risos) Com o beat que me enviou fizemos o 'Chamada Não Atendida' [single de avanço]. Foi um processo incrível. Gostei tanto da experiência que acabei por convidá-lo para misturar o disco. Adorei trabalhar com ele. É uma pessoa muito entusiasmada, muito talentosa. Acho que vamos fazer mais canções juntos.
Por último, quero falar da pessoa mais nova e mais inexperiente no mundo da produção, o Feodor Bivol, o meu namorado, o meu bichinho. Ele nunca tinha produzido nada até trabalhar no meu disco. Confesso que no início até mostrava o que ele fazia aos meus amigos. Estava tão apaixonada que receava não ter o discernimento suficiente para avaliar. Mas os meus amigos diziam-me que estava muito fixe, que era trabalho de alguém muito talentoso. E ele é mesmo talentoso. Sei que vai ser um produtor inacreditável. Acho que toda a gente vai querer trabalhar com ele. Só espero que não deixe de querer trabalhar comigo.
E o espetáculo que apresenta o álbum é um convite para as pessoas visitarem o teu mundo. Como é que descreves esse mundo?
Cresci a ler livros de fantasia. Sempre estimulei o meu lado criativo, imaginativo. Quis transpor isso para o meu espetáculo. Quis dar-lhe magia e levar para o palco aquilo que me apaixona nos universos mais fantásticos. Já sou suficientemente realista quando escrevo, portanto gosto de salpicar a verdade dos espetáculos com magia. Acho que conseguimos fazer isso nos concertos do "Bichinho".
Como foi o processo de construção do espetáculo?
Foi super divertido. Foi divertido desde a altura em que imaginei o espetáculo até ter uma equipa de cerca de noventa pessoas a trabalhar para montar tudo, como aconteceu na Super Bock Arena. São muitas pessoas a trabalhar para alguém tão pequenino como eu. (risos) Quando o espetáculo terminou estávamos todos muito emocionados.
E estiveste com os teus fãs depois do concerto, certo?
Sim. Decidi fazer uma surpresa aos meus fãs. Levei uma Instax e tirei fotografias com eles. Cada pessoa levou para casa uma fotografia autografada. Foi a forma que arranjei para que ficassem com uma recordação física. Quis retribuir tudo aquilo que as pessoas me têm dado nestes últimos anos.
Depois de, a 25 e 26 de março, ter feito a estreia a solo na Super Bock Arena, no Porto, Bárbara Tinoco atua no Campo Pequeno, em Lisboa, amanhã, dia 22 de abril. "Bichinho" vai ser mostrado para uma plateia esgotada de oito mil pessoas, num palco 360.º, com uma produção que promete impressionar.
Em 2024, a cantora e compositora atua na Altice Arena, em Lisboa. O concerto na maior sala do país está marcado para o dia 12 de outubro. Bárbara Tinoco é a primeira artista portuguesa a conseguir tal feito em menos de quatro anos de carreira. Os bilhetes já estão disponíveis nos locais habituais.
Alinhamento de "Bichinho":
1 - 'Ensina-me a Voar' (Produtor: Feodor Bivol)
2 - 'Chamada não Atendida' (Produtor: Charlie Beats)
3 - 'Querido Ex Namorado' (Produtor: Pity) (Produtor: Feodor Bivol)
4 - 'Despedida de Solteira' (Produtor: João André, Feodor Bivol)
5 - 'Tudo menos Indiferente' (Produtor: Pity, Feodor Bivol)
6 - 'Bichinho' (Produtor: João André)
7 - 'Linha de Sintra' (Produtor: Pity, Feodor Bivol)
8 - 'Ai, Ai' (Produtor: João André)
9 - 'Quero' (feat. Bichinho) (Produtor: João André, Pity)
10 - 'Síndrome de Impostor' (Produtor: Feodor Bivol)
