BCE deixa juros inalterados em 2% pela sétima vez consecutiva

Decisão tomada esta quinta-feira pelo Banco Central Europeu.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a atual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.

“O Conselho do Banco Central Europeu decidiu hoje manter as três taxas de juro diretoras do BCE”, refere um comunicado publicado no seu portal, em que assinala que a guerra no Médio Oriente “provocou um aumento pronunciado dos preços dos produtos energéticos, fazendo subir a inflação e pesando sobre o sentimento económico”.

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecem inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.

O Conselho do BCE assinalou que a informação que tem sido disponibilizada está “globalmente em consonância com a anterior avaliação” sobre as perspetivas de inflação.

O comunicado aponta ainda que as implicações da guerra para a inflação a médio prazo e a atividade económica vão depender “da intensidade e da duração do choque sobre os preços dos produtos energéticos e da magnitude dos seus efeitos indiretos”.

Apesar dos potenciais impactos na inflação e na economia – que poderão ser mais fortes com o prolongar da guerra – o Conselho do BCE está confiante na sua decisão.

“O Conselho do BCE permanece bem posicionado para navegar a atual incerteza. A área do euro entrou neste período de subida acentuada dos preços dos produtos energéticos com a inflação em torno do objetivo de 2% e a economia revelou resiliência nos últimos trimestres”, referem, acrescentando que as expectativas a longo prazo “continuam bem ancoradas”.

O Conselho do BCE disse ainda estar “preparado para ajustar todos os instrumentos ao seu dispor, no âmbito do seu mandato, com vista a assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo” e que vai acompanhar de perto a situação, insistindo que a abordagem continuará dependente de dados.

A decisão de manter as taxas de juro segue uma tendência também adotada pelos responsáveis da política monetária dos Estados Unidos da América, do Japão ou de Inglaterra.