Benfica empata 2-2 com Académico de Viseu na Luz. Veja os golos

O Benfica deixou escapar dois pontos na Luz frente ao Académico de Viseu, num empate 2-2 marcado por oportunidades desperdiçadas e pouca eficácia.

O Benfica deixou dois pontos na Luz e a sensação de que voltou a complicar um jogo que tinha tudo para ganhar. O 2-2 com o Académico de Viseu, na ronda inaugural da I Liga, não traduz o domínio ‘encarnado’, mas traduz a incapacidade de matar o jogo quando teve oportunidades para o fazer.

A equipa de Marco Silva entrou em campo praticamente com o mesmo ‘protocolo’ de quinta-feira. O treinador repetiu o onze, as canções foram as mesmas e o ‘speaker’ manteve o entusiasmo habitual, apesar das bancadas vazias. E Pavlidis também não alterou a rotina: aos 10 minutos, colocou o Benfica na frente.

O golo nasceu da clarividência de Prestianni, que encontrou o espaço e serviu o avançado grego, mas também da confiança de um ponta de lança que atravessa um bom momento. Parecia estar lançado o cenário para uma noite tranquila na Luz.

Benfica domina, mas não consegue matar o jogo

O Benfica foi acumulando ocasiões, empurrando o Académico de Viseu para junto da sua área e criando oportunidades suficientes para chegar ao intervalo com uma vantagem confortável. Prestianni, em particular, esteve em todo o lado. O argentino desequilibrou, procurou a baliza e assinou uma das melhores exibições desde que chegou ao Benfica.

Faltou transformar domínio em segurança. Faltou matar o jogo. E, sobretudo, voltou a faltar aquela capacidade de não dar uma segunda vida a quem parecia condenado a correr atrás do resultado.

Académico aproveita erros e volta a surpreender na Luz

Aos 55 minutos, Rúben Pereira restabeleceu a igualdade e colocou em causa tudo o que o Benfica tinha construído. Os ‘encarnados’ reagiram, voltaram a carregar e chegaram novamente à vantagem aos 67 minutos. Desta vez foi Prestianni a aparecer para finalizar e colocar alguma justiça no marcador.

Mas o Benfica voltou a deixar a porta aberta.

André Clóvis aproveitou e fez o 2-2. O Académico tinha sido muito menos perigoso, mas revelou uma eficácia tremenda. Duas oportunidades, dois golos. E ainda houve tempo para a equipa viseense acertar no poste da baliza de Samuel Soares.

O Benfica, pelo contrário, acertou três vezes nos ferros e desperdiçou uma mão-cheia de ocasiões flagrantes. É aqui que o resultado se torna ainda mais difícil de engolir para os ‘encarnados’: não foi uma equipa dominada, nem uma equipa sem ideias. Foi uma equipa que teve o jogo na mão e não o soube fechar.

O Académico de Viseu, de regresso à I Liga 37 anos depois, saiu da Luz com um ponto arrancado literalmente a ferros. Resistiu ao vendaval de Prestianni, sobreviveu à pressão e aproveitou cada oportunidade que teve.

Dois pontos perdidos deixam Benfica com alerta ligado

Depois do Sporting ter empatado 2-2 na Reboleira, no sábado, o Benfica também tropeçou na primeira jornada. Ambos ficam com um ponto.

Para o Académico, é um ponto histórico. Para o Benfica, são dois pontos perdidos. E, mais uma vez, a velha lição: quem dá vida ao adversário acaba muitas vezes a pagar caro por isso.