Beyoncé, Lauryn Hill e Timberlake prestam tributo a D'Angelo

Flea, Missy Elliott e Nile Rodgers são outras figuras que homenageiam o lendário cantor.

A morte ontem do referencial cantor de soul e r&b D’ Angelo está a mobilizar uma série de reações da vasta comunidade musical. Beyoncé escreveu no seu site oficial um curto tributo: “Agradecemos-te pela tua bela música, pela tua voz, pela tua proficiência ao piano, pela tua arte. Foste o pioneiro da neo-soul e isso mudou e transformou o rhythm & blues para sempre. Jamais te esqueceremos”.

A ex-cantora dos Fugees, Lauryn Hill também sublinha a influência da música de D’ Angelo na música deste século, no seu post no Instagram: “Obrigado por seres um farol de luz para uma geração e não só, que não se lembrava do legado que nos antecedeu. Obrigado por traçares o caminho e abrires espaço numa época em que não existia espaço semelhante. Imaginaste uma unidade de força e de sensibilidade na masculinidade negra para uma geração que se via apenas como tendo de ser uma coisa ou outra. É minha sincera oração que estejas em paz, longe do egoísmo, do medo e/ou de interesses controladores”.

Citado pela Rolling Stone, Justin Timberlake homenageia D’ Angelo aclamando o seu segundo álbum, “Voodoo”, como o seu “disco híbrido favorito”, justificando a sua predileção com “os lendários músicos e colaboradores. Os sons, a forma como coloram danças à volta da minha cabeça”. O disco “agarrou-me, abalou-me. Senti-me transformado mais uma vez”. 

O baixista dos Red Hot Chili Peppers, Flea, também se ajoelha perante a singularidade da música de D’Angelo, na sua conta pessoal de Instagram: “um dos meus [músicos] favoritos de sempre, cujos discos ouvia sem parar. Ninguém fez nada tão funk nos últimos 30 anos. Nunca o conheci, mas tornei-me humilde diante da sua música. Que voz rara e bela e que abordagem inimitável à composição. Que músico!!! Ele mudou o rumo da música popular”.

Na rede X, a cantora Missy Elliott preferiu concentrar as suas condolências no filho do cantor, Michael Archer Jr, hoje com 27 anos, que perdeu também a sua mãe neste ano, a cantora Angie Stone, uma enorme influência para D’ Angelo na fase de “Voodoo” (de 2000).

O histórico produtor Nile Rodgers (dos Chic) relembra a sua colaboração com D'Angelo em 2002. “O meu amigo Gary Harris trouxe-me um músico chamado D'Angelo para o meu apartamento em Nova Iorque. Ele estava a tentar decidir o que fazer com a música que tinha trazido. Ouvi cada faixa... não só por respeito, mas porque estava incrível. No final do encontro, perguntou-me: ‘O que devo fazer com isto?’. Lembro-me disto como se fosse hoje. Eu disse: ‘Lança. É perfeito!’ Sendo o artista que é, acho que teve de explorar algumas formas de a tornar melhor. Cerca de um ano depois, ouvi uma dessas músicas na rádio. Era genial e era exatamente o que ele tinha tocado para mim. Eu sei... ainda tenho a cassete original”.

O ator e cantor Jamie Foxx também presta tributo nas redes sociais a D’ Angelo, recordando a experiência pessoal de o ter visto ao vivo. “A sua voz era suave e impecável... Eu estava graciosamente com inveja do seu estilo... Eu também estava espantado com os seus talentos... andando por aí em cada instrumento, exibindo a sua perícia em cada nota e cada música enquanto o observava a comandar a multidão, principalmente mulheres... Eu e todos os rapazes que estavam comigo compreendíamos a missão... Era hora de deixar as nossas raparigas desfrutarem deste momento e não as incomodar... Levaste-as numa viagem musical de soul, funk, um romance artístico total”.