Björk otimista com o futuro do planeta

A artista islandesa critica o nihilismo e o espírito de desistência.

A cantora nórdica Björk revela-se otimista sobre o futuro do planeta, em entrevista à revista norte-americana Paper. Para a islandesa, é uma questão de atitude: “temos que ser ativos e parte da solução. Temos que ter a coragem de imaginar um futuro de que façamos parte”.

Björk não se identifica com as perspetivas pessimistas. E dá exemplos: “tenho dificuldade em seguir com interesse esses programas e filmes pós-apocalíticos. São como uma desistência – o nihilismo, a autocomiseração, parece que se tornou fixe a desistência. Não acho nada cool desistir”. A cantora de ‘Human Behaviour’ crê numa colaboração entre natureza e tecnologia e conclui: “a biologia triunfa sempre”.

Björk tem sido uma grande ativista da preservação da biologia marinha na Islândia. A cantora afirma que prefere concentrar os seus esforços numa causa, para uma dedicação maior, do que em dispersar-se superficialmente por "50 assuntos". E subscreve o lema “pensa globalmente, age localmente”, esforçando-se na sua ilha, que considera “a maior área territorial protegida da Europa” 

Björk defende que as músicas não devem ser ativistas. O tema ‘Declare Independence” é a exceção em toda a sua carreira. “Fiz esse tema como uma paródia, porque para mim era uma música tão absurda. Escrevi-a como uma rebelião contra mim mesma”. A música de 2006 reclama o direito à independência da Gronelândia e das Ilhas Faroé contra o domínio da Dinamarca. Björk alargou o espírito desta música, dando o seu apoio às independências do Tibete, da Escócia e da Catalunha.