Boeing é condenada a pagar 25 de milhões de euros por acidente

Acidente aconteceu em 2019 e morreram 157 pessoas.

A justiça dos Estados Unidos (EUA) condenou a fabricante de aviões Boeing a pagar 29 milhões de dólares (25,2 milhões de euros) à família de um passageiro que morreu num desastre em 2019.

Um porta-voz do tribunal federal, em Chicago, anunciou na quarta-feira que um júri condenou a Boeing a pagar uma indemnização aos familiares de um engenheiro irlandês da ONU que morreu no acidente com um 737 MAX 8.

A ação civil foi interposta pela viúva de Michael "Mick" Ryan, uma das 157 pessoas que morreram no acidente com o voo ET302 da Ethiopian Airlines, a 10 de março de 2019. A aeronave era um 737 MAX 8, entregue alguns meses antes.

Ryan, funcionário do Programa Alimentar Mundial e pai de dois filhos, estava entre os 21 funcionários da ONU que morreram nesse dia quando se deslocavam para a Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente.

O julgamento começou a 3 de agosto.

O acidente com o voo da Ethiopian Airlines ocorreu poucos meses depois da queda de um Boeing 737 MAX 8 da Lion Air, que matou 189 pessoas a 29 de outubro de 2018.

A Boeing admitiu em 2019 que o programa informático anti-perda de sustentação MCAS contribuiu para estes acidentes.

Os acidentes levaram a dezenas de processos cíveis, quase todos resolvidos fora dos tribunais, cujos detalhes permanecem confidenciais.

O primeiro julgamento cível contra a Boeing relacionado com os dois acidentes ocorreu em novembro. O júri atribuiu 28,45 milhões de dólares (24,7 milhões de euros) ao viúvo de uma das vítimas.

Em maio, a família de uma norte-americana de 24 anos recebeu uma indemnização de 49,5 milhões de dólares (42,9 milhões de euros).

Dan Webb, advogado da fabricante de aviões, declarou na altura em tribunal que concordava com o advogado da família de Samya Stumo que estes deveriam receber "uma compensação financeira substancial pela dor sofrida".

"A nossa única divergência diz respeito ao valor exato desta indemnização", observou.

Após este último julgamento em Chicago, apenas dois processos relacionados com o acidente permanecem em aberto.

No caso do acidente da Lion Air, em outubro de 2018, o último processo resultou num acordo, em fevereiro passado.

Após inúmeras reviravoltas, todas as acusações criminais contra a Boeing pelos dois acidentes foram retiradas em novembro de 2025.