Bolsas europeias afundam, petróleo e juros das divídas acentuam subida

Londres, Paris e Frankfurt baixavam 1,34%, 1,40% e 1,53%, bem como as Madrid e Milão que se desvalorizavam 1,35% e 1,29%, respetivamente.

As principais bolsas europeias estavam hoje a meio da sessão a cair mais de 1,3%, devido à subida do preço do petróleo e da generalidade dos juros das dívidas soberanas.

Cerca das 11:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 recuava 1,29% para 608,10 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 1,34%, 1,40% e 1,53%, bem como as Madrid e Milão que se desvalorizavam 1,35% e 1,29%, respetivamente.

No mercado de dívida, o medo de que a inflação continue alta impulsiona a rentabilidade do título alemão a 10 anos que acentuava a subida, para 3,106%, depois de ter fechado em 3,042% na sessão anterior, enquanto a dos Estados Unidos disparava para 4,53%.

Em concreto, o rendimento do título japonês a dez anos alcançou hoje 2,730%, o seu nível mais alto em quase 30 anos, perante as expectativas de que o aumento dos preços da energia devido à guerra no Médio Oriente obrigue o Governo a aprovar um orçamento complementar, elevando o endividamento do país.

No caso do Reino Unido, a rentabilidade da dívida atinge 5,3%, enquanto a libra esterlina se desvalorizou em relação ao dólar devido à crise no executivo trabalhista.

A alta da rentabilidade dos títulos soberanos está a ser impulsionada hoje por um novo aumento no preço do petróleo.

Enquanto não há avanços nas negociações entre Washington e Teerão e o estreito de Ormuz continua bloqueado, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em julho, subia 2,75% para 108,63 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), para entrega também em julho, de referência nos EUA, avançava 3,31% para 100,19 dólares.

O gás natural para entrega em junho no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, subia 2,69% para 48,935 euros por megawatt-hora (MWh).

O euro continuava em baixa e descia 0,27% para 1,1638 dólares, no mercado de câmbios de Frankfurt.

À mesma hora em Lisboa, os futuros do Dow Jones e do Nasdaq apontavam para recuos de 0,55% e 1,29%, respetivamente.

As bolsas europeias abriram hoje a vermelho, arrastadas pela Ásia, onde foram registadas quedas significativas, lideradas pelo Kospi sul-coreano, que se afundou 6,12%.

Hoje o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concluiu a sua visita oficial à China.

Segundo a agência estatal Nova China, Trump afirmou que esta visita foi "muito bem-sucedida" e "inesquecível", e que na mesma foram alcançados "uma série de consensos importantes", foram conseguidos "múltiplos acordos" e resolvidos "não poucos problemas".

Xi - segundo a Nova China - qualificou a visita de "histórica" e "emblemática" e explicou que ambos os líderes fixaram uma nova orientação para os laços bilaterais com uma "relação de estabilidade estratégica construtiva China-EUA".

De acordo com a Nova China, Trump e Xi pediram para manter aberta a "porta do diálogo" sobre o Irão e reabrir "o mais rápido possível" o estreito de Ormuz.

O encontro também foi marcado por questões como o comércio, Taiwan, a tecnologia, o Irão, a Ucrânia, a península coreana e o acesso ao mercado chinês para empresas norte-americanas, entre os assuntos tratados.

Especialistas da Renta4 citados pela Efe explicam que as quedas de hoje ocorrem num contexto em que aumentou entre os investidores a preocupação com a inflação, enquanto o mercado "parece questionar a sustentabilidade do 'rally' das empresas tecnológicas de Inteligência Artificial".

Hoje não haverá a divulgação nem de dados macroeconómicos nem resultados relevantes.