Bono, condecorado por Joe Biden, critica Netanyahu
Vocalista dos U2 defende que "Israel nunca será livre enquanto a Palestina não o for", em artigo de opinião.
O vocalista dos U2, Bono, foi condecorado este fim-de-semana pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington. O rocker irlandês recebeu a Medalha da Liberdade, uma das várias condecorações oficiais que já recebeu em todo o mundo, a par da Ordem da Liberdade, em Portugal, distinguida pelo Presidente República, Jorge Sampaio, a 14 de agosto de 2005, no Palácio de Belém, em Lisboa, horas antes do concerto dos U2 no Estádio de Alvalade.
Bono Vox aproveitou a distinção da Medalha da Liberdade pelo Estado norte-americano para publicar no mesmo dia um artigo sobre liberdade na publicação de Washington, The Atlantic. Um dos parágrafos desse artigo é dedicado à Faixa de Gaza. “O primeiro-ministro israelita de há quase 20 anos, Benjamin Netanyahu, tem usado a defesa da liberdade de Israel como desculpa para sistematicamente negar a mesma liberdade e segurança aos palestinianos”. E escreve mais adiante que “a liberdade deve surgir para o povo palestiniano. Não é preciso ser-se profeta para se prever que Israel nunca será livre enquanto a Palestina não o for”.
Os U2 vivem o maior interregno criativo da sua história. Desde “Songs of Experience”, de dezembro de 2017, que os U2 não lançam um novo álbum de originais.
Joe Biden vai dar lugar a Donald Trump no cargo de Presidente dos Estados Unidos da América no dia 20 de janeiro.