Brian Eno, Peter Gabriel, IDLES, Massive Attack, Sigur Rós, Jorge Palma, Ana Bacalhau ou Iolanda entre os mais de mil artistas que apelam ao boicote à Eurovisão
Mais de mil artistas apelam ao boicote à Eurovisão até que Israel seja banido da competição tal como aconteceu à Rússia em 2022.
São mais de mil os signatários (entre artistas e profissionais da música) de uma carta aberta, divulgada esta terça-feira (21 de abril), que apela ao boicote à Eurovisão até que Israel seja banido da competição tal como aconteceu à Rússia em 2022.
Na carta, que pode ser consultada no site da plataforma No Music For Genocide (criada em setembro), encontramos os nomes de artistas internacionais como Brian Eno, Peter Gabriel, IDLES, Massive Attack, Sigur Rós, Paul Weller, Roger Waters, Nadine Shah, IDLES, Young Fathers, Kneecap, Erika de Casier, Paul Weller, Mogwai, Smerz, Macklemore, Mogway, Primal Scream, Paloma Faith, Young Fathers, Kneecap, Hot Chip, entre muitos outros, mas também de mais de trezentos portugueses. A carta é assinada por Jorge Palma, Ana Bacalhau, Selma Uamusse, Ana Deus, Ana Lua Caiano, Armando Teixeira, Carlos Mendes, Cláudia Pascoal, Elisa, Fado Bicha, Femme Falafel, Filipe Pinto, Filipe Sambado, Linda Martini, Cristina Branco, Iolanda, Luca Argel, Júlio Resende, Luís Varatojo, Mayra Andrade, Slimmy, Sebastião Varela, Beatriz Pessoa, Inês Monstro, Stereossauro, The Legendary Tigerman, Xullaji, entre muitos outros.
"Em maio, milhões de pessoas deverão assistir à 70.ª edição da Eurovisão. Pelo terceiro ano consecutivo, vão ver Israel a celebrar no palco, apesar do genocídio em Gaza, e enquanto a Rússia continua banida do concurso devido à invasão da Ucrânia", começa a carta que pode ser consultada aqui.
"Como músicos e trabalhadores da área da cultura, muitos dos quais de países que fazem parte da União Europeia de Radiodifusão (EBU), rejeitamos que a Eurovisão seja usada para encobrir e normalizar o genocídio, o cerco e a brutal ocupação militar de Israel contra o povo palestiniano. Estamos solidários com os apelos palestinianos para que as emissoras públicas, os artistas, os organizadores de eventos, as equipas e os fãs boicotem a Eurovisão até que a União Europeia de Radiodifusão bana a emissora israelita KAN que é cúmplice", lê-se na missiva.
"Aplaudimos a saída [da competição] das emissoras de países como a Espanha, Irlanda, Islândia, Eslovénia e Países Baixos e o boicote por parte de muitos finalistas de países que se comprometerem a estar presentes [no festival]. Tal como os artistas se uniram contra a opressão na África do Sul, nós também estamos unidos agora", acrescentam.
A plataforma No Music For Genocide foi criada para encorajar artistas a retirar música das plataformas de streaming em Israel como forma de protesto contra a atuação israelita na Faixa de Gaza.
A União Europeia de Radiodifusão confirmou em dezembro que 35 países vão competir na edição de 2026 da Eurovisão, que acontece em maio, após as desistências de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia.
Em competição vão estar países como Albânia, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Montenegro, Roménia, Noruega, Polónia, Portugal, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido.
As semifinais do 70.º Festival Eurovisão da Canção estão marcadas para 12 e 14 de maio e a final para 16 de maio. Os Bandidos do Cante, que vão representar Portugal com a canção 'Rosa', atuam na primeira semifinal. A competição vai ter lugar em Viena, na Áustria.
