Britânicos mostram que pele absorve PFAS, os "químicos eternos", a um ritmo elevado
Substâncias são usadas para conferir a vários produtos uma resistência à água, ao calor ou a nódoas e estão associadas a cancro e problemas de tiróide, entre outras doenças.
Um estudo científico provou "pela primeira vez" que a pele humana não só absorve PFAS, uma classe de químicos utilizados para tornar produtos resistentes à água, nódoas e calor, como também os absorve a uma velocidade muito maior do que se pensava.
A Universidade de Birmingham montou uma experiência com um tecido criado em laboratório que imita a pele humana e mediu a absorção destas substâncias - cujo nome completo é perfluoroalquiladas - que, além de tóxicas, não se degradam naturalmente, o que lhes valeu o batismo de "químicos eternos".
Os PFAS estão ligados a casos de cancro, malformações congénitas, doenças de fígado e tiróide ou reduções da contagem de esperma, e, de acordo com o The Guardian, o estudo percebeu que, das 17 amostras de PFAS a que esta pele sintética foi sujeita, 15 foram absorvidos.
Além disto, o PFOA - um dos componentes deste tipo mais tóxicos mas também mais comum - teve uma taxa de absorção de 13,5% que cresceu mais 38% se o tempo de exposição à substância fosse prolongado.
Também os PFAS de cadeia curta, agora mais comuns na indústria e mais produzidos por serem vistos como mais seguros, foram absorvidos, com um deles a atingir um nível de quase 60% da dose a ser absorvida.
A absorção através da pele tem sido uma preocupação crescente dos cientistas, uma vez que os PFAS são usados em produtos como pensos, maquilhagem, roupa impermeável ou produtos para bebés.
