Britney Spears: "liberdade é poder ser maravilhosamente imperfeita como toda a gente"

"Woman In Me", o livro biográfico que a cantora editou ontem, 24 de outubro, continua a ser notícia.

"The Woman In Me" é o nome do livro biográfico que Britney Spears ofereceu ontem, 24 de outubro, ao mundo. É o relato que a dona de 'Toxic' faz dos acontecimentos que têm pautado a sua vida e carreira, sobretudo depois de ter estado 13 anos sob a tutela judicial do pai, Jamie Spears, - uma situação que condicionou a vida pessoal e profissional da artista norte-americana desde 2008 até 2021.     

Entre os episódios biográficos de Britney Spears está, por isso, a turbulenta relação que mantém com a família, a ascensão rápida ao estrelato, mas também as relações românticas que teve, como a que teve com o músico Justin Timberlake. 

Além de narrar os acontecimentos, em "The Woman In Me", a cantora, atualmente com 41 anos, reflete sobre liberdade e sobre a sua condição de mulher. No livro, a cantora diz, por exemplo, que quando era mais pequena se sentia uma "criança-robot" ou que quando estava em cima do palco sentia que era uma "espécie de entidade" e nunca uma pessoa. "Fui tão infantilizada que comecei a perder as peças de quem era", escreve. "Fui tão controlada enquanto crescia".

Pelo que conta, parece que agora Britney Spears está pronta para agarrar a vida. "Nos meus quarentas, estou a experimentar as coisas como se fosse a primeira vez", lê-se numa das passagens do livro. "A liberdade de poder fazer tudo o que quero devolveu-me a condição de mulher", acrescenta Spears, dizendo ainda que "liberdade significa ser maravilhosamente imperfeita como toda a gente".

"Sei que os meus fãs se preocupam. Agora estou livre. Estou a ser eu própria e no processo de cura, conta a cantora. Tenho estado a divertir-me e a tentar ser gentil comigo própria, a fazer as coisas ao meu ritmo", diz ainda Spears que conta estar a fazer meditação, a viajar, a passar tempo com os filhos, amigos e animais de estimação.