Bruxelas acolhe três cimeiras de alto nível

Líderes da NATO, do G7 e da União Europeia querem transmitir sinal de forte unidade face à guerra na Ucrânia.

 Bruxelas acolhe hoje três cimeiras de alto nível, com os líderes da NATO, do G7 e da União Europeia a procurarem transmitir um sinal de forte unidade face à guerra lançada pela Rússia na Ucrânia, há precisamente um mês.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de visita à Europa, participará nas três cimeiras, tornando-se o primeiro chefe de Estado norte-americano a marcar presença fisicamente num Conselho Europeu, naquela que é simultaneamente a quarta cimeira de líderes da União Europeia (UE) nas últimas cinco semanas.

Portugal estará representado na cimeira da NATO e no Conselho Europeu -- este último de dois dias, entre quinta e sexta-feira -- pelo primeiro-ministro, António Costa.

O dia começa com a reunião extraordinária de líderes da Aliança Atlântica, durante a qual os aliados deverão aprovar o aumento de forças no leste da Europa, designadamente através do "empenhamento de quatro novos grupos de combate" para a Bulgária, Hungria, Roménia e Eslováquia.

Naquela que é a primeira reunião presencial dos chefes de Estado e de Governo da NATO desde o início da guerra na Ucrânia, os líderes deverão também concordar em fornecer apoio adicional aos ucranianos, bem como abordar a postura a adotar face à China e à Bielorrússia ou a necessidade de os diferentes aliados reforçarem o investimento em Defesa.

A NATO convidou o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a discursar, através de videoconferência, na cimeira da Aliança.

A seguir, e ainda no quartel-general da NATO, terá lugar uma reunião do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), durante a qual deverão ser discutidas sanções adicionais e outras medidas contra a Rússia -- e também a sua "cúmplice" Bielorrússia, - assim como eventuais medidas para estabilizar o mercado energético e fazer face à escala de preços.

Segue-se depois o Conselho Europeu marcado pela histórica presença do Presidente norte-americano, mas os 27, que se têm vangloriado de uma unidade e solidariedade exemplares no quadro do conflito em curso, têm pela frente uma agenda preenchida e que promete acesas discussões.

Questões como um eventual endurecimento das sanções à Rússia, designadamente a nível de um embargo à importação de gás e petróleo, o pedido de adesão da Ucrânia à UE e, sobretudo, medidas a tomar para fazer face à escalada dos preços da energia ameaçam impedir o consenso, face às diferentes sensibilidades dos Estados-membros.