Bruxelas vai reforçar apoios militares à Ucrânia

Chefes da diplomacia dos 27 vão ainda aprovar sanções ao regime iraniano.

Os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) reúnem-se hoje para aprovar uma nova missão de treino para o exército ucraniano e sanções aos responsáveis pela repressão aos protestos no Irão, após a morte de uma jovem iraniana.

O encontro acontece no Luxemburgo, numa altura de escalada de tensões na guerra na Ucrânia após recentes ameaças nucleares e novos bombardeamentos russos em série, e é presidido pelo Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell. 

Portugal estará representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.

Depois de Borrell ter dito há dias que um potencial ataque nuclear da Rússia à Ucrânia desencadearia uma "resposta militar" ocidental tão "poderosa" que "aniquilaria" o exército russo, prevê-se nesta reunião dos ministros europeus um reforço do apoio à Ucrânia, com a adoção formal da missão de formação da UE do exército ucraniano, que se soma à já mobilizada ajuda militar, financeira e humanitária.

Proposta em agosto passado pelo chefe da diplomacia europeia a pedido das forças ucranianas, esta missão deverá agora ter 'luz verde' para a UE conseguir, em solo europeu, treinar cerca de 15 mil soldados ucranianos, principalmente com formação militar básica.

De acordo com fontes europeias, a ideia é que esta missão de treino para o exército ucraniano avance já em novembro em países como a Polónia. O Governo português manifestou disponibilidade para contribuir nesta matéria.

Neste encontro dos chefes da diplomacia da UE será ainda discutida a aplicação de sanções aos responsáveis no Irão pela morte de Mahsa Amini e pela forma como as forças de segurança reagiram às manifestações desencadeadas pelo caso da jovem curda iraniana.

Na agenda do encontro consta ainda um debate sobre as relações entre a UE e a China, com o bloco comunitário a querer tornar-se mais autónomo face a potências de países terceiros.