Bulgária venceu a 70.ª edição da Eurovisão

A final da competição teve lugar em Viena, Áustria, país vencedor do ano passado.

A Bulgária venceu esta noite a 70.ª edição da Eurovisão (com a canção ‘Bangaranga’, interpretada pela cantora Dara). Foi a primeira vitória da Bulgária no concurso, conseguindo a proeza com 516 pontos (soma da votação do júri e do público), além de ter sido o país mais votado tanto pelo júri como pelo público.

Israel (cuja presença na competição tem sido fortemente contestada) ficou em segundo lugar com 343 pontos, 220 do público. 

Tanto nas semifinais como na final a votação é feita uma repartição de aproximadamente 50/50 entre os votos do júri e do público.

Os 26 países em competição na final de hoje foram, por ordem de atuação: Dinamarca, Alemanha, Israel, Bélgica, Albânia, Grécia, Ucrânia, Austrália, Sérvia, Malta, República Checa, Bulgária, Croácia, Reino Unido, França, Moldávia, Finlândia, Polónia, Lituânia, Suécia, Chipre, Itália, Noruega, Roménia e Áustria.

Reino Unido, Alemanha e a Bélgica receberam 0 pontos do público.

O júri de Portugal deu a pontuação máxima, 12 pontos, à Albânia que levou a concurso a canção ‘Nân’, interpretada por Alis. Os 10 pontos do júri português foram para a Dinamarca, os 8 para a Croácia, os 7 para a Finlândia, 6 para a Polónia, 5 para a França, 4 para a Alemanha, 3 para a Ucrânia, 2 para a Noruega e 1 para a Roménia.

A votação do público em Portugal deu 12 pontos a Israel, 10 à Ucrânia, 8 à Moldávia, 7 à Roménia, 6 à Bulgária, 5 à Finlândia, 4 à Austrália, 3 à Itália, 2 à França e 1 à Croácia. 

Este ano, Portugal esteve em competição na primeira semifinal, representado pelos Bandidos do Cante, com a canção “Rosa”, mas falhou a passagem à final, algo que já tinha acontecido cinco vezes - 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019 - desde que foram instituídas em 2008 as duas semifinais, para apurar os países em competição na final.

Este ano, a participação de Israel no festival levou cinco países - Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia - a boicotarem o concurso.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, desde outubro de 2023, que mataram pelo menos 72 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.