"Bully", novo álbum de Kanye West, estreia-se em segundo lugar no top 200 da Billboard
O músico atua no Estádio do Algarve a 7 de agosto.
Kanye West, que continua envolto em polémica, viu "Bully", o álbum mais recente que editou a 27 de março, a estrear-se na segunda posição da famosa tabela norte-americana Billboard 200. Em primeiro está "Arirang" – o álbum que assinala o regresso dos sul-coreanos BTS.
O músico, que vai atuar em Portugal no verão, continua envolto em polémica, sobretudo depois de ter anunciado que vai ser cabeça de cartaz do festival britânico Wireless. A inclusão do nome de West no cartaz do evento britânico tem suscitado críticas devido a atitudes que o músico teve no passado, consideradas antissemitas. West, também conhecido por Ye, chegou a vender t-shirts com suásticas (símbolo nazi) antes de, mais tarde, pedir desculpa publicamente e justificar os comportamentos com o facto de sofrer de doença bipolar.
A atuação de Kanye West no festival inglês foi comentada também pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer que, segundo a BBC, considerou “muito preocupante” a presença do músico no evento.
O rapper atua a 7 de agosto no Estádio do Algarve, em Loulé, 15 anos depois da última passagem por solo português quando atuou no Festival Sudoeste, próximo da Zambujeira do Mar, no Alentejo. O concerto no Algarve está incluído na digressão mundial, com várias datas na Europa.
No início de 2026, West publicou um anúncio no "Wall Street Journal" no qual pedia desculpa por comportamentos dos quais disse estar arrependido, acrescentando que as atitudes que teve terão destruído a sua vida. No texto, Ye esclareceu que foi diagnosticado com uma doença bipolar, que o fez “perder contacto com a realidade”.
“Lamento e fico aterrorizado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com responsabilização, tratamento e mudança significativa. Ainda assim, isso não perdoa o que fiz. Não sou um nazi ou um antissemita. Adoro pessoas judias. À comunidade negra – que me segurou por todos os altos e baixos e durante os tempos mais tenebrosos. A comunidade negra é, sem dúvida, a fundação de quem sou. Lamento imenso ter-vos deixado ficar mal. Adoro-nos”, acrescentou o artista na altura.
