Câmara das Caldas da Rainha vai apoiar família de bebé que morreu no sábado

O bebé caiu de um quarto andar, no Avenal, nas Caldas da Rainha.

A Câmara das Caldas da Rainha vai disponibilizar apoio psicológico e social à família do bebé de 22 meses que morreu no último sábado na cidade, na sequência de uma queda de um quarto andar.

“Perante a dimensão e a gravidade desta tragédia, a Câmara Municipal encontra-se a acompanhar a situação, através dos serviços municipais competentes, nomeadamente o Gabinete Municipal de Psicologia (GMP) da Unidade de Desenvolvimento Social do Município das Caldas da Rainha”, informou a autarquia numa resposta enviada à agência Lusa, na sequência da morte de um bebé de 22 meses, no sábado.

O bebé, que caiu de um quarto andar, no Avenal, nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, morreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, para onde foi transportado de helicóptero, em manobras de reanimação.

No comunicado em que “manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do bebé” e endereça condolências à família, a Câmara das Caldas da Rainha informa que o município “tem procurado acompanhar a situação sempre em articulação com as entidades competentes, respeitando o trabalho das demais autoridades envolvidas no caso, e também a privacidade e o sofrimento da família”.

No texto, a autarquia reafirma ainda a sua disponibilidade “para assegurar, dentro das suas competências, todo o apoio que se revele necessário”.

O acidente ocorreu na manhã de sábado quando o bebé se encontrava em casa acompanhado de duas irmãs, uma de 16 anos e outra de 15 e, segundo a PSP “terá subido a uma cadeira, junto a uma janela de uma marquise, que se encontrava aberta”, acabando por cair.

A criança foi socorrida no local pelos Bombeiros das Caldas da Rainha e uma equipa da VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do Hospital das Caldas da Rainha que, face à gravidade das lesões, acionaram o helicóptero que a transportou para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Contactado pela agência Lusa, o Ministério Público (MP) confirmou que os factos comunicados pela PSP “serão investigados no âmbito de inquérito”.

A Lusa confirmou junto das entidades oficiais que criança não estava sinalizada na Comissão de Proteção de Menores ou nos serviços sociais, já que, segundo a Câmara e a PSP se trata “de uma família bem estruturada, sem necessidade de acompanhamento”.

Fonte da Polícia de Segurança Pública disse no sábado que os pais, que se encontravam na altura do acidente a trabalhar, e as irmãs receberam apoio psicológico do INEM.