Câmara de Espinho põe fim ao serviço de bicicletas e trotinetas partilhadas

A autarquia vai retirar das ruas as bicicletas e trotinetas partilhadas, por considerar que o estacionamento desordenado compromete a acessibilidade.

A Câmara Municipal de Espinho vai acabar na sexta-feira com o programa de bicicletas e trotinetas partilhadas na cidade, por defender que a desordem causada por esses veículos tem ameaçado a mobilidade e a segurança no espaço público.

Em causa está o protocolo, assinado em 2022 com a empresa Byrd, que era apontado pelo executivo socialista da altura como uma solução de mobilidade interna mais sustentável, inteligente, cómoda e amiga do ambiente.

No âmbito desse protocolo, a autarquia do distrito de Aveiro e da Área Metropolitana do Porto distribuiu 200 veículos, que eram requisitados por 1 euro, custavam depois 25 cêntimos por minuto e acabaram muitas vezes por ser estacionados fora dos lugares definidos para o efeito.

Num comunicado, a Câmara Municipal realça que “a permanência desordenada de bicicletas e trotinetas tem constituído um obstáculo à mobilidade, condicionando a passagem de peões, pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeiras de rodas e famílias com carrinhos de bebé, comprometendo as condições de segurança e acessibilidade no espaço público”.

Por isso, a prioridade do município é agora “garantir uma utilização mais ordenada, segura e acessível do espaço público”, salvaguardando os interesses da população e a qualidade do ambiente urbano.

“A remoção destes equipamentos insere-se na estratégia municipal de valorização e gestão do espaço público, com o objetivo de reforçar a segurança dos peões, melhorar a circulação pedonal e promover uma utilização mais organizada, acessível e qualificada do espaço urbano”, justifica a autarquia.

A Câmara Municipal adianta que o acordo com a Byrd cessou a 26 de março de 2026, sem que a empresa tenha entretanto, retirado da via pública as suas bicicletas e trotinetas.

Por notificação posterior, a autarquia exigiu então que todos os veículos fossem recolhidos até à próxima sexta-feira, dia 31 de julho.

“Caso a empresa não proceda à remoção dentro do prazo fixado, o município de Espinho reserva-se o direito de promover a recolha coerciva dos veículos através dos seus serviços municipais, sendo todos os custos inerentes à operação – incluindo o transporte, a recolha, o parqueamento e demais encargos decorrentes – imputados à empresa”, conclui a autarquia.