Carlos Cabreiro é o novo diretor nacional da PJ
Está na Polícia Judiciária desde 1991.
O Governo nomeou Carlos Cabreiro para o cargo de Diretor Nacional da Polícia Judiciária por um período de três anos.
A decisão foi comuncada esta tarde por despacho conjunto do Primeiro-Ministro e da Ministra da Justiça.
Carlos Cabreiro está na PJ desde 191 e era, desde 2016, Diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).
A nomeação do novo diretor nacional da PJ acontece mais de um mês depois da saída de Luís Neves para liderar o Ministério da Administração Interna.
Carlos Cabreiro começou, em 1991, por integrar o departamento que investigava fraudes e criminalidade económico-financeira, tendo em 1995 passado a coordenar a Brigada de Investigação da Criminalidade Informática (BICI), a Unidade Nacional de Informação sobre Crime Económico Organizado (UNICEO) e a Brigada de Pesquisa (BP).
Em 2005 ascendeu a Subdiretor Nacional Adjunto na Direção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), onde esteve até 2009.
Entre 2009 e 2016 coordenou a secção de investigação de criminalidade informática da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo e em 2016 foi nomeado diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).
Entre os processos mediáticos em que esteve envolvido encontram-se o caso que envolvia o ‘hacker’ Rui Pinto, acusado de aceder ilegalmente a emails do Benfica e que foi detido em Budapeste em 2019, e o caso ‘Tugaleakes’, em 2015, que envolvia crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e empresas privadas.
Recentemente, sobre cibercriminalidade, que assumiu contornos de criminalidade transnacional e altamente complexa, Carlos Cabreiro defendeu uma harmonização a “nível mundial no estabelecimento de regras mínimas para a conservação” dos metadados das telecomunicações.

