Carro é o meio de transporte mais usado na cidade do Porto
Mais de 55% das deslocações na invicta são de automóvel e 23% de transportes públicos.
Mais de metade das deslocações diárias dos portuenses são feitas de carro (56,8%) e a utilização de transporte público é de 23,5%, de acordo com o diagnóstico do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), ainda em elaboração.
De acordo com estes dados, que constam da proposta de implementação dos transportes públicos gratuitos para os portuenses e que vai permitir viajar em toda a área metropolitana, a que a Lusa teve acesso, 56,8% das deslocações diárias são feitas de automóvel.
A restante repartição modal (formas de diferentes deslocações) de viagens em dias úteis é feita a pé (14,10%), de metro (11,70%), de autocarro (11,10%), outros (3,50%), de bicicleta (2%) e de comboio (0,70%).
"A agregação dos modos de transporte público – autocarro, metro e comboio – permite estimar uma quota modal do transporte público de aproximadamente 23,5% nas deslocações realizadas pelos residentes", lê-se na proposta da Câmara Municipal do Porto.
Segundo o município, "este valor constitui uma aproximação à utilização do transporte público na cidade e é utilizado como referência metodológica para a estimativa do universo potencial de utilizadores da medida" de transportes públicos gratuitos.
A quota modal "representa a distribuição das viagens pelos diferentes modos de transporte, e não diretamente o número de utilizadores", mas ainda assim "constitui uma aproximação razoável para efeitos de estimativa preliminar da procura potencial".
A autarquia considera que "a introdução de um regime de acesso gratuito ao transporte público poderá induzir alterações nos padrões de mobilidade da população, nomeadamente através de efeitos de transferência modal do transporte individual para o transporte público".
Foram considerados três cenários da evolução da utilização do transporte público em face da gratuitidade: conservador, intermédio e otimista.
O conservador prevê o "aumento da quota modal do transporte público em 5% relativamente ao valor atual", o intermédio em 15% e o otimista prevê uma "evolução da quota modal em linha com a meta definida no PMUS, que prevê que o transporte público atinja 34% das deslocações urbanas".
A Câmara do Porto vota na terça-feira a proposta de transportes públicos gratuitos, que vão permitir aos portuenses viajar por toda a área metropolitana e que pode arrancar no verão, com custos anuais estimados de 20,5 milhões de euros.
